Morte de mulher em SP: risco de complicação em colonoscopia é raro
Na última quarta-feira (29/7), mulher morreu em São Paulo após ter o intestino perfurado durante a realização de uma colonoscopia

Em colonoscopia realizada na última terça-feira (28/7), Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, teve o intestino perfurado. A mulher ainda passou por cirurgia de emergência, mas não resistiu e sua morte foi confirmada no dia seguinte, em 29/7. O caso ocorreu no Hospital Municipal Ermelino Matarazzo, em São Paulo.
Exames posteriores apontaram que a agente de apoio escolar teve uma laceração da parede mucosa do intestino. Já na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a mulher apresentava muitas dores, queda grave de pressão arterial e sangramento. Mariana foi velada e sepultada nessa sexta-feira (31/7).

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Ver todasA ocorrência do caso reacendeu o debate sobre a segurança da colonoscopia. Segundo especialista, a realização do procedimento apresenta baixo risco. No entanto, deve ser feito por profissionais experientes, especialmente em casos que exigem cuidados especiais.
“[A colonoscopia] é um exame de baixo risco, que ajuda tanto a diagnosticar precocemente quanto a prevenir a doença. Quando bem indicado, o benefício é muito maior do que os riscos. Com o avanço da técnica e a melhoria dos equipamentos, o risco de complicações é raro”, afirma o gastroenterologista Rafael Ximenes, do Hospital Israelita Albert Einstein, em Goiânia, em entrevista à Agência Einstein.
Como a colonoscopia é feita e quando ela é indicada
Para a realização do exame, um tubo fino com uma câmera na ponta é alocado no paciente pelo ânus. Por meio do dispositivo, o profissional consegue observar o intestino grosso em sua totalidade, além de uma parte do intestino delgado e do reto. Na colonoscopia, o paciente permanece sedado e não sente dores.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaAlém de ser relativamente rápido e indolor, a colonoscopia é essencial para detectar e retirar lesões no intestino, especialmente em casos de câncer colorretal. Se detectada com antecedência, a condição cancerígena tem boas chances de cura.
A depender dos fatores de risco, o exame deve ser repetido a cada cinco ou dez anos. A colonoscopia é recomendada especialmente a homens e mulheres a partir dos 45 anos, indivíduos com histórico de doenças intestinais na família – caso seja uma condição mais grave, o rastreio deve começar a partir dos 40 anos.











