Reino Unido estuda passaporte para vacinados irem a eventos

Certificado seria uma tentativa de reabrir o país. Governo escolheu eventos e locais para testar a medida, que é criticada por especialistas

atualizado 04/04/2021 15:44

ilustração de pessoas com máscara no rosto, coronavírusAda Yokota/Getty Images

Por causa da queda no número de infecções e mortes por Covid-19 no Reino Unido, o primeiro-ministro do país, Boris Johnson, pretende criar uma  espécie de passaporte para pessoas que já tenham recebido o esquema completo de vacinação. A ideia é usar o certificado para testar um retorno à “vida normal”, já que os portadores do documento serão autorizados a frequentar eventos sem distanciamento social em locais específicos.

A expectativa é que o anúncio oficial do passaporte seja feito na segunda-feira (5/4). O documento será emitido no formato digital ou impresso para as pessoas que já receberam as duas doses da vacina contra o coronavírus, que tenham desenvolvido anticorpos contra a Covid-19 ou resultado recente de teste negativo. O certificado não poderá ser exigido no transporte público ou em serviços essenciais.

Entre os locais escolhidos para o teste estão um clube de comédia de Liverpool, um cinema, uma casa noturna, um evento de negócios, uma competição de corrida, o campeonato de sinuca em Sheffield, os jogos da semifinal e da final da Copa da Inglaterra. O certificado daria acesso aos eventos públicos, garantindo a segurança sanitária dos participantes.

Em um comunicado à imprensa, Boris Johnson afirmou que o governo britânico está fazendo “tudo o que pode” para permitir a reabertura do país, “para que as pessoas possam retornar aos eventos, viagens e outras coisas que amam com a maior segurança possível”. Segundo ele, as análises nos locais-piloto escolhidos serão importantes para permitir que isso aconteça.

A medida, contudo, não foi bem recebida por especialistas em saúde e políticos do Reino Unido. Enquanto os profissionais de saúde temem que o passaporte estimule uma discriminação contra pessoas que, por qualquer motivo, não podem ser vacinadas, políticos do país querem submeter a ideia a uma votação antes de implementá-la.

Segundo a imprensa britânica, outra preocupação dos especialistas é a possibilidade de falsificação do documento, o que poderia colocar os participantes dos eventos em risco.

De acordo com o governo do Reino Unido, mais de 31,3 milhões de pessoas já foram imunizadas contra a Covid-19, sendo que 5 milhões tomaram as duas doses da vacina. O plano do governo é imunizar todos com mais de 50 anos até meados de abril e 100% dos adultos até julho.

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