Dor tratada como refluxo levou jovem a diagnóstico de câncer no ovário
Shecid Avila, de 25 anos, passou meses com dor e desconforto abdominal até descobrir um câncer de ovário em estágio 1
atualizado
Compartilhar notícia

Shecid Avila, uma manicure de 25 anos que vive em Augusta, no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, começou a procurar ajuda médica depois de sentir dores persistentes no estômago e um desconforto que não passava.
Conforme a história compartilhada em suas redes sociais, ela diz que as queixas foram inicialmente atribuídas a problemas digestivos, como refluxo ácido ou algo relacionado à alimentação. Mas, com o passar dos meses, os sintomas pioraram e deixaram de parecer algo simples.
Em vez de melhorar, a dor ficou mais intensa. Além do mal-estar abdominal, Shecid passou a sentir uma dor aguda na região inferior da pelve. Foi esse agravamento que a fez suspeitar de que havia algo mais sério acontecendo.
Em novembro de 2025, ela foi ao pronto-socorro acompanhada da mãe, decidida a finalmente obter uma resposta. No hospital, os médicos fizeram uma série de exames e identificaram uma massa no ovário.
Num primeiro momento, a orientação recebida por Shecid foi de que a alteração provavelmente não se tratava de câncer. Ela chegou a passar por cirurgia ainda acreditando que o problema poderia ser algo mais comum.
A confirmação veio apenas semanas depois, em uma consulta de retorno realizada em janeiro de 2026, onde ela descobriu que tinha câncer de ovário em estágio 1. O diagnóstico causou impacto também por causa da idade da paciente.
Câncer de ovário
O câncer de ovário é o oitavo câncer mais incidente entre mulheres no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, esse tipo de câncer é diagnosticado com mais frequência entre mulheres de 55 a 64 anos.
Foi justamente essa associação com faixas etárias mais altas que, segundo Shecid relatou, contribuiu para a ideia inicial de que ela seria “jovem demais” para a doença.
Sintomas relatados por Shecid
- Dor persistente no estômago;
- Desconforto abdominal contínuo;
- Piora progressiva dos sintomas ao longo dos meses;
- Dor aguda na parte inferior da pelve .
Da cirurgia ao início da quimioterapia
Depois da confirmação do diagnóstico, Shecid iniciou quimioterapia. Ela contou que uma das fases mais difíceis do tratamento foi a queda de cabelo, acompanhada de dor no couro cabeludo.
Quando os fios começaram a cair, até movimentos simples passaram a incomodar. Foi nesse contexto que ela decidiu raspar a cabeça e gravou o momento. O vídeo, depois publicado no TikTok, ganhou enorme repercussão e ultrapassou 95 milhões de visualizações.
A repercussão mudou a forma como ela lidou publicamente com a doença. Ela reforça em suas redes que mulheres passaram a procurá-la para contar histórias parecidas e dizer que buscaram atendimento médico após verem o relato.
“Com cabelo ou sem cabelo, continuo sendo eu” — reforça Shecid ao compartilhar a própria experiência nas redes.Ainda em tratamento, Shecid afirmou que a experiência mudou sua forma de enxergar o tempo e a própria saúde. À resista People, ela disse que tem tentado viver com menos pressa e valorizar mais as pequenas coisas. Também afirmou que acredita que vai conseguir atravessar essa fase.
Ao transformar a história em alerta, ela passou a reforçar a importância de prestar atenção ao corpo e insistir por respostas quando algo não parece normal. Os sintomas do câncer de ovário podem ser vagos e se confundir com problemas comuns do dia a dia.
Entre os sinais mais associados à doença estão inchaço abdominal, dor abdominal ou pélvica, sensação de saciedade rápida, alterações urinárias e mudanças no funcionamento do intestino.
Por isso, embora o caso de Shecid não deva ser tratado como regra para todas as dores abdominais, ele ilustra como sintomas persistentes merecem investigação adequada.
