Só 3,5% dos adolescentes de 12 a 18 anos vão ao urologista, diz estudo

Enquanto isso, 42,1% das meninas da mesma idade vão ao ginecologista. Sociedade Brasileira de Urologia cria portal com dicas de saúde

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atualizado 20/09/2019 16:24

De acordo com uma pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e feita pelo psiquiatra Jairo Bouer, entre maio e agosto de 2019, com 3.305 adolescentes de 13 a 17 anos, a urologia é uma das especialidades menos procuradas pelos meninos. Enquanto 42,1% das jovens na mesma faixa etária frequentam o ginecologista, apenas 3,5% dos adolescentes vão ao médico especializado no aparelho genital masculino.

É nessa faixa etária que se descobrem e previnem algumas doenças que causam infertilidade na vida adulta, como a varicocele. “Os homens sabem que devem ir ao urologista a partir dos 50 anos para avaliar a saúde da próstata, mas desconhecem a importância de avaliar  o aparelho reprodutor masculino na adolescência para evitarmos problemas como a infertilidade no futuro”, explica o presidente da SBU, Sebastião Westphal.

Para incentivar que os adolescentes frequentem o médico e estejam bem informados sobre o que está acontecendo com o próprio corpo, a Sociedade desenvolveu uma área Jovem (acesse aqui) no site da instituição com artigos de especialistas em diversos assuntos. A ideia é conscientizar não só os pacientes, mas também os pais e responsáveis.

Entenda os principais problemas urológicos na adolescência

Varicocele – é a dilatação das veias nos testículos. É a causa mais comum, conhecida e tratável de infertilidade masculina: acomete em torno de 35% dos homens com infertilidade primária e 80% com infertilidade secundária, embora esteja presente em aproximadamente 20-25% da população masculina em geral. Assintomática, a doença é geralmente detectada em consulta de rotina pelo exame físico dos genitais e, quando necessário, corrigida por microcirurgia.

Balanopostite – é o processo inflamatório mais frequente que ocorre no pênis. É uma inflamação conjunta da glande e prepúcio (balanite é inflamação da glande; postite é inflamação do prepúcio). A causa mais comum é uma infecção fúngica aguda causada pela candida albicans. Não é considerada uma infecção sexualmente transmissível, pois pode-se desenvolver sem a realização de penetração, embora o casal possa compartilhar a cândida durante o ato sexual. O tratamento é feito com cremes tópicos associados à medicação via oral.

Fimose – é a incapacidade – ou apenas uma dificuldade, em diversos graus – para retrair o prepúcio, que é a pele que recobre a glande ou a “cabeça” do pênis. Pais e pacientes podem confundir fimose com o excesso de prepúcio, que não sugere nenhum problema, se não há dificuldade de retração prepucial. (Com informações da Sociedade Brasileira de Urologia)

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