OMS confirma cinco casos de hantavírus em cruzeiro e três mortes
Cinco dos oito casos suspeitos no MV Hondius foram confirmados. Três pessoas morreram e 29 passageiros são monitorados após desembarque
atualizado
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Cinco dos oito casos suspeitos de infecção pelo hantavírus ligados ao cruzeiro MV Hondius foram confirmados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (7/5). Até o momento, três pessoas que estavam a bordo morreram.
As autoridades internacionais também tentam localizar e monitorar 29 passageiros que desembarcaram na ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, antes da confirmação oficial do surto. Ao todo, o navio transportava 147 pessoas – 88 passageiros e 59 tripulantes.
Durante coletiva de imprensa, a OMS detalhou a situação dos oito casos suspeitos. O primeiro foi de um homem que apresentou sintomas em 6 de abril e morreu no navio cinco dias depois. Como nenhuma amostra foi coletada e os sintomas eram parecidos com os de outras doenças respiratórias, a infecção por hantavírus foi descartada. A esposa dele desembarcou em Santa Helena, também apresentou sintomas, piorou durante um voo para Joanesburgo, em 25 de abril, e morreu no dia seguinte. Exames feitos na África do Sul confirmaram a doença.
A terceira morte foi de uma passageira alemã que apresentou sintomas em 28 de abril e morreu em 2 de maio. A infecção também foi confirmada. Outro passageiro, um britânico, procurou atendimento médico no navio em 24 de abril, foi evacuado da ilha de Ascensão para a África do Sul e permanece internado em terapia intensiva. Ele foi o primeiro caso confirmado de hantavírus na embarcação.
Outros três casos envolvem duas pessoas em condição estável no hospital e uma pessoa assintomática que já está na Alemanha. O oitavo caso suspeito é de um homem que desembarcou em Santa Helena. Até o momento, a OMS confirmou cinco infecções entre os oito casos investigados, mas não detalhou publicamente todos os nomes nem as nacionalidades dos pacientes.
“O risco à saúde pública em geral decorrente do surto permanece baixo”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Ele também disse que a organização acompanha relatos de outros pacientes e alertou que novos casos podem surgir nos próximos dias devido ao período de incubação do vírus.
