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Saúde

Novo antiviral reduz coronavírus em 99,9% durante testes com animais

Tratamento testado em camundongos foi capaz de evitar replicação do vírus. Cientistas pretendem iniciar ensaios clínicos em humanos

18/05/2021 16:01, atualizado 18/05/2021 19:41
Myke Sena/Esp. Metrópoles
remédios em fundo azul

Um grupo de pesquisa internacional, formado por cientistas da Universidade de Griffith, na Austrália, e do centro de pesquisas City of Hope, dos Estados Unidos, desenvolveu um tratamento antiviral que impede a replicação do novo coronavírus no organismo.

Testes feitos com camundongos infectados com o vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, mostraram que a terapia foi capaz de reduzir até 99,9% das partículas do vírus nos pulmões dos animais.

O tratamento experimental usa a tecnologia de RNA de interferência pequena (siRNA) e nanopartículas lipídicas projetadas nas instituições da Austrália e dos EUA. As nanopartículas entregam o siRNA para os pulmões, o local mais crítico de infecção. Ao chegar no destino, o siRNA ataca diretamente o genoma do vírus, impedindo a replicação do patógeno.

“Essas nanopartículas furtivas podem ser entregues a uma ampla gama de células pulmonares e silenciar genes virais”, afirmou Nigel McMillan, co-autor do estudo e diretor do Programa de Doenças Infecciosas e Imunologia do Menzies Health Institute Queensland (MHIQ), ligado à Universidade de Griffith.
Equipe de pesquisa da Griffith University: professor Kevin Morris, doutor Adi Idris, professor Nigel McMillan, doutor Arron Supramanin e Yusif Idres

O tratamento melhorou a sobrevida dos camundongos e aumentou a taxa de sobrevivência deles. “Notavelmente, em sobreviventes tratados, nenhum vírus foi detectado nos pulmões”, disse McMillan.

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A terapia foi desenvolvida para agir contra todos os coronavírus, incluindo o Sars-Cov-1 (original), o Sars-CoV-2 e quaisquer novas variantes que possam surgir no futuro porque ataca regiões fundamentais do genoma dos vírus.

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Segundo McMillan, as nanopartículas são facilmente replicáveis e baratas para serem produzidas em grande escala. Elas se mostraram estáveis ​​a 4° C por 12 meses e em temperatura ambiente por mais de um mês, o que facilitaria a sua distribuição e o uso em localidades com poucos recursos para tratar pacientes.

O antiviral ainda deve passar por mais estudos, incluindo os testes clínicos em voluntários humanos, antes de ser submetido à aprovação de agências reguladoras.