Com infecção rara, mulher espirra larvas e pupa de mosca
Larvas de mosca cresceram nos seios da face e foram expelidas ao espirrar. Mulher trabalha ao ar livre com ovelhas e cabras
atualizado
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Uma mulher de 58 anos, que preferiu não ser identificada, procurou atendimento médico após espirrar e expelir “vermes” pelo nariz. O caso, registrado por médicos na Grécia, revelou uma infecção rara causada por larvas de mosca que se desenvolveram dentro dos seios da face.
A paciente trabalhava ao ar livre em uma ilha próxima a áreas com criação de ovelhas. Semanas antes do episódio, começou a sentir dor na região central do rosto, a qual se intensificou com o tempo. Em seguida, passou a apresentar tosse persistente.
O quadro clínico da mulher causou alarme quando, durante um espirro, estruturas semelhantes a vermes foram expelidas, levando-a a buscar ajuda médica imediata.
Após avaliação especializada, médicos identificaram que os “vermes” eram, na verdade, larvas da mosca conhecida como Oestrus ovis, comum em ovelhas e cabras.
Durante o procedimento, foram retiradas cerca de 10 larvas em diferentes estágios de desenvolvimento, além de uma pupa — fase intermediária antes de o inseto se tornar adulto. O material foi analisado em laboratório, inclusive com testes de DNA, confirmando a espécie do parasita.
Como a infecção aconteceu
A condição é chamada de miíase, uma infestação provocada por larvas de moscas que podem se alojar em tecidos do corpo humano. No caso relatado, a hipótese é que a mulher tenha sido exposta a moscas enquanto trabalhava ao ar livre.
Os insetos podem depositar larvas diretamente nas narinas, especialmente em ambientes com animais. A miíase nasal é uma condição rara, mas possível, especialmente em regiões com maior exposição a moscas.
Sintomas de miíase
- Sensação de corpo estranho no nariz;
- Dor facial;
- Corrimento nasal;
- Espirros com eliminação de material estranho;
- Tosse ou irritação respiratória.
Os médicos que atenderam a paciente relataram que um fator importante pode ter facilitado a infecção: a mulher apresentava desvio acentuado do septo nasal, o que pode ter permitido que as larvas permanecessem e se desenvolvessem dentro da cavidade nasal — algo considerado incomum em humanos.
Infecções por esse tipo de larva em humanos são raras e, quando ocorrem, geralmente afetam os olhos ou não evoluem dentro do organismo.
No entanto, neste caso, as larvas conseguiram avançar até estágios mais desenvolvidos, incluindo a fase de pupa — algo descrito pelos pesquisadores como “biologicamente improvável” em humanos.
O achado levanta hipóteses, como a influência de fatores anatômicos individuais ou até possíveis adaptações do parasita. A mulher recebeu tratamento que consistiu na remoção das larvas por um especialista em ouvido, nariz e garganta, além do uso de descongestionantes nasais.
Após o procedimento, a paciente teve recuperação completa, sem complicações relatadas.
