Medo de voltar à vida normal? Aprenda dicas para lidar com o problema

Neuropsicóloga explica que o medo de mudanças é comum, mas se torna preocupante quando passa a prejudicar a vida cotidiana

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Getty Image
Mulher tirando a máscara
1 de 1 Mulher tirando a máscara - Foto: Getty Image

Os últimos dois anos foram marcados por grandes mudanças na rotina das pessoas. A pandemia da Covid-19 nos obrigou a usar máscaras e a evitar o convívio social para nos protegermos do coronavírus.

A redução consistente de novos casos diários de Covid-19 e de mortes provocadas pela doença está levando o mundo para uma nova fase, com o fim da maioria das restrições adotadas até aqui. No entanto, nem todas as pessoas se sentem confortáveis para voltar à vida de antes da pandemia.

Pesquisa realizada pelo XP/Ipespe, divulgada na sexta-feira (22/4), mostra que 4 em cada dez brasileiros afirmam ainda temer a pandemia de Covid-19. O levantamento capta uma tendência de otimismo na população, mas também sugere que muitos ainda não estão totalmente confortáveis com o novo momento.

 

Medo de voltar à vida normal? Aprenda dicas para lidar com o problema - destaque galeria
12 imagens
Mas como saber quando buscar ajuda? A qualidade da saúde mental é determinada pela forma como lidamos com os sentimentos
Pessoas mentalmente saudáveis são capazes de lidar de forma equilibrada com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. Porém, alguns sinais podem indicar quando a saúde mental não está boa. Confira
Insônia, depressão e estresse elevam risco de arritmia cardíaca pós-menopausa
Estresse: se a irritação é recorrente e nos leva a ter reações aumentadas frente a pequenos acontecimentos, o sinal vermelho deve ser acionado. Caso o estresse seja acompanhado de problemas para dormir, é hora de buscar ajuda
Além de fatores genéticos, a longevidade pode estar associada à quantidade de vezes que a pessoa ficou doente
Reconhecer as dificuldades e buscar ajuda especializada são as melhores maneiras de lidar com momentos nos quais a carga de estresse está alta
1 de 12

Reconhecer as dificuldades e buscar ajuda especializada são as melhores maneiras de lidar com momentos nos quais a carga de estresse está alta

Getty Images
Mas como saber quando buscar ajuda? A qualidade da saúde mental é determinada pela forma como lidamos com os sentimentos
2 de 12

Mas como saber quando buscar ajuda? A qualidade da saúde mental é determinada pela forma como lidamos com os sentimentos

Getty Images
Pessoas mentalmente saudáveis são capazes de lidar de forma equilibrada com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. Porém, alguns sinais podem indicar quando a saúde mental não está boa. Confira
3 de 12

Pessoas mentalmente saudáveis são capazes de lidar de forma equilibrada com conflitos, perturbações, traumas ou transições importantes nos diferentes ciclos da vida. Porém, alguns sinais podem indicar quando a saúde mental não está boa. Confira

Getty Images
Insônia, depressão e estresse elevam risco de arritmia cardíaca pós-menopausa
4 de 12

Insônia, depressão e estresse elevam risco de arritmia cardíaca pós-menopausa

Getty Images
Estresse: se a irritação é recorrente e nos leva a ter reações aumentadas frente a pequenos acontecimentos, o sinal vermelho deve ser acionado. Caso o estresse seja acompanhado de problemas para dormir, é hora de buscar ajuda
5 de 12

Estresse: se a irritação é recorrente e nos leva a ter reações aumentadas frente a pequenos acontecimentos, o sinal vermelho deve ser acionado. Caso o estresse seja acompanhado de problemas para dormir, é hora de buscar ajuda

Getty Images
Além de fatores genéticos, a longevidade pode estar associada à quantidade de vezes que a pessoa ficou doente
6 de 12

Além de fatores genéticos, a longevidade pode estar associada à quantidade de vezes que a pessoa ficou doente

Getty Images
Lapsos de memória: se a pessoa começa a perceber que a memória está falhando no dia a dia com coisas muito simples é provável que esteja passando por um episódio de esgotamento mental
7 de 12

Lapsos de memória: se a pessoa começa a perceber que a memória está falhando no dia a dia com coisas muito simples é provável que esteja passando por um episódio de esgotamento mental

Getty Images
Alteração no apetite: na alimentação, a pessoa que come muito mais do que deve usa a comida como válvula de escape para aliviar a ansiedade. Já outras, perdem completamente o apetite
8 de 12

Alteração no apetite: na alimentação, a pessoa que come muito mais do que deve usa a comida como válvula de escape para aliviar a ansiedade. Já outras, perdem completamente o apetite

Getty Images
Autoestima baixa: outro sinal de alerta é a sensação de incapacidade, impotência e fragilidade. Nesse caso, é comum a pessoa se sentir menos importante e achar que ninguém se importa com ela
9 de 12

Autoestima baixa: outro sinal de alerta é a sensação de incapacidade, impotência e fragilidade. Nesse caso, é comum a pessoa se sentir menos importante e achar que ninguém se importa com ela

Getty Images
Desleixo com a higiene: uma das características da depressão é a perda da vontade de cuidar de si mesmo. A pessoa costuma estar com a higiene corporal comprometida e perde a vaidade
10 de 12

Desleixo com a higiene: uma das características da depressão é a perda da vontade de cuidar de si mesmo. A pessoa costuma estar com a higiene corporal comprometida e perde a vaidade

Getty Images
Sentimento contínuo de tristeza: ao contrário da tristeza, a depressão é um fenômeno interno, que não precisa de um acontecimento. A pessoa fica apática e não sente vontade de fazer nada
11 de 12

Sentimento contínuo de tristeza: ao contrário da tristeza, a depressão é um fenômeno interno, que não precisa de um acontecimento. A pessoa fica apática e não sente vontade de fazer nada

Getty Images
Para receber diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, é muito importante consultar um psiquiatra ou psicólogo. Assim que você perceber que não se sente tão bem como antes, procure um profissional para ajudá-lo a encontrar as causas para o seu desconforto
12 de 12

Para receber diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, é muito importante consultar um psiquiatra ou psicólogo. Assim que você perceber que não se sente tão bem como antes, procure um profissional para ajudá-lo a encontrar as causas para o seu desconforto

Getty Images

Medo

A neuropsicóloga Damaris Baldacci considera comum sentir medo em momentos de transição como esse. De acordo com ela, o sentimento se torna preocupante apenas quando passa a afetar a vida diária do indivíduo, impedindo-o de executar funções profissionais ou fazendo com que ele perca o contato com amigos e parentes. Nestes casos, é necessário buscar ajuda profissional.

“Muitas pessoas ainda não se sentem confortáveis com o fim das exigências de uso de máscara ou com o retorno ao trabalho presencial. Alguns se sentem pressionados e, por vezes, constrangidos, o que pode levá-los a seguir em isolamento e, até mesmo, a desenvolver uma fobia social”, afirma a especialista.

Pressão social

Quando a pressão para retirar a máscara for grande, a neuropsicóloga sugere que o autocuidado e a autoestima sejam avaliados, havendo compreensão entre os envolvidos. “Empatia é a palavra chave. Quem se sente mais seguro com o uso da máscara deve continuar utilizando-a e quem se sente seguro não utilizando deve respeitar a escolha de quem faz o uso”, diz Baldacci.

Em lugares menores e apertados, como um elevador, ela sugere que a política da boa vizinhança seja adotada pelos que estão sem máscaras. “Ao observar que alguém está utilizando máscara, você pode colocar a sua, por uma questão de gentileza”, recomenda.

Confira algumas dicas para lidar com o medo relacionado ao fim das restrições:

  • Evite, na medida do possível, sair do contato zero com outras pessoas para locais super cheios – organize uma transição;
  • Informe-se sobre a situação atual da Covid-19 no lugar em que vive com fontes seguras;
  • Quando se sentir desconfortável, pare e respire profundamente por três minutos, com intenção de relaxamento;
  • Reflita sobre sua própria capacidade de resiliência: se nos adaptamos ao cenário de isolamento, podemos nos readaptar ao retorno;
  • Pratique o autoconhecimento: conheça e acolha suas emoções.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?