Estudo descobre novo mecanismo do corpo que ajuda a combater diabetes

Células de defesa que ficam no tecido adiposo reduzem inflamações e protegem o metabolismo, podendo combater a diabetes

atualizado

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Médico realizando um exame de glicemia em um paciente em uma clínica. Diabetes. Metrópoles
1 de 1 Médico realizando um exame de glicemia em um paciente em uma clínica. Diabetes. Metrópoles - Foto: Westend61/Getty Images

Pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descobriram um novo mecanismo que o corpo usa para tentar se proteger contra a resistência à insulina e a diabetes tipo 2, mesmo com o acúmulo de gordura visceral — aquela que fica ao redor dos órgãos do abdômen.

O estudo, publicado nesta quinta (12/2) na revista Nature Communications, mostra que o tecido adiposo abriga células de defesa chamadas de macrófagos, capazes de diminuir inflamações e ajudar o organismo a responder melhor à insulina — hormônio responsável por controlar o açúcar no sangue.

Os macrófagos são células protetoras que atuam mantendo o tecido adiposo saudável e evitando que a inflamação causada pelo excesso de gordura visceral se torne crônica. Segundo os pesquisadores, quando esse mecanismo de proteção funciona, o organismo lida melhor com o excesso de gordura. 

O que os cientistas analisaram

Para entender a relação entre gordura visceral, inflamação e a diabetes, os pesquisadores analisaram o tecido adiposo de camundongos e amostras humanas. Em condições normais, a gordura abriga macrófagos com função protetora, que ajudam a manter o metabolismo em equilíbrio.

Porém, quando há acúmulo de gordura abdominal, a inflamação aumenta e os macrófagos protetores morrem. Com menos células de defesa atuando no local, o organismo responde pior à insulina, criando um cenário favorável ao desenvolvimento da diabetes tipo 2.

O estudo identificou que a morte dos macrófagos está ligada à redução de uma proteína chamada SerpinB2, essencial para a sobrevivência dessas células no tecido adiposo. Com a queda da proteína, a inflamação se intensifica e o controle da glicose no sangue se torna mais difícil.

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Caminho para novos medicamentos

Nos testes com camundongos com sobrepeso e resistência à insulina, a administração de antioxidantes ajudou a preservar os macrófagos no tecido adiposo e melhorou a sensibilidade à insulina.

Agora, o trabalho da equipe é identificar uma molécula que seja capaz de aumentar os níveis de SerpinB2 em humanos. A proposta é desenvolver um medicamento que fortaleça esse mecanismo natural de defesa do organismo, freando a inflamação que é associada à gordura visceral.

Os pesquisadores avaliam que a nova estratégia pode funcionar, inclusive, como um complemento aos medicamentos à base de GLP-1, usados para perda de peso e controle do diabetes.

A expectativa é que, preservando o sistema de defesa do próprio organismo contra a inflamação da gordura visceral, seja possível não só prevenir a diabetes tipo 2, mas também melhorar o controle da doença em pessoas que já convivem com esse diagnóstico.

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