Luiz Fux: entenda o diagnóstico de pneumonia dupla do ministro do STF
Pneumonia dupla acontece quando a infecção chega nos dois pulmões e pode ser mais grave se não o houver tratamento certo
atualizado
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi diagnosticado com pneumonia dupla causada pelo vírus Influenza, responsável pela gripe. Em razão do quadro, ele não participará presencialmente da sessão de reabertura do Ano Judiciário, marcada para esta segunda-feira (2/2). Segundo informações oficiais, o estado de saúde do ministro é estável, e o tratamento ocorre em casa.
A pneumonia é uma infecção que atinge os pulmões e pode ser provocada por vírus, bactérias ou, mais raramente, por fungos. No caso de Fux, a causa foi o vírus Influenza, responsável por quadros gripais que podem evoluir para complicações respiratórias.
O que é pneumonia dupla?
A pneumonia dupla, também chamada de bilateral, acontece quando a infecção atinge os dois pulmões ao mesmo tempo. Por comprometer uma área maior do sistema respiratório, o quadro costuma ser mais grave do que quando só um pulmão é afetado.
Sem o tratamento adequado, a doença pode evoluir para outras complicações, principalmente em idosos, crianças e pessoas com a imunidade baixa. Essa infecção, de modo geral, está entre as principais causas de morte por infecção no mundo.
Principais sintomas
Os sinais de pneumonia podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe mais forte, o que geralmente faz com que as pessoas atrasem na procura de atendimento. Porém, alguns sintomas indicam que o quadro pode ser mais sério. Confira:
- Tosse persistente.
- Febre.
- Falta de ar.
- Catarro amarelado ou esverdeado.
- Dor no peito ao respirar.
- Cansaço intenso.
- Sintomas que não melhoram depois de três dias, mesmo com remédios.
- Em idosos: confusão mental, prostração e respiração mais rápida (mesmo sem febre)
Diferenças entre os tipos de pneumonia
Os tipos variam de acordo com o agente causador e com o contexto em que a infecção ocorre. Cada tipo tem características próprias e pode evoluir de forma diferente.
- Pneumonia bacteriana: surge de forma repentina e costuma evoluir rápido.
- Pneumonia viral: geralmente aparece depois de quadros de gripe, resfriado ou Covid-19.
- Pneumonia fúngica: é rara e tem progressão mais lenta, com sintomas prolongados.
- Pneumonia hospitalar: em geral é bacteriana e tende a ser mais grave, principalmente em pacientes com a imunidade comprometida.
Quem está mais suscetível?
Crianças menores de 5 anos, idosos acima de 60, pessoas com doenças pulmonares crônicas, diabéticos e pacientes imunodeprimidos estão entre os grupos mais vulneráveis à pneumonia. Fatores como poluição e agravamento de doenças preexistentes também aumentam o risco de desenvolver a infecção.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da doença é feito pelo médico, baseado em exames clínicos e de imagem. Só pelos sintomas não dá para saber qual é o tipo da infecção, por isso, a avaliação de um profissional é fundamental. O tratamento varia conforme a causa da doença. Confira:
- Pneumonias bacterianas são tratadas com antibióticos.
- Infecções fúngicas exigem antifúngicos;
- Pneumonias virais, como as provocadas pelo Influenza, o foco é aliviar os sintomas e acompanhar a evolução do quadro, enquanto o próprio organismo combate o vírus.
Prevenção através da vacinação
A principal forma de prevenção da infecção é manter a vacinação em dia. Pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), há vacinas que protegem contra algumas bactérias associadas à doença.
A imunização contra gripe e Covid-19 também reduz o risco de pneumonias virais e de complicações respiratórias. A recomendação é que pessoas dos grupos de risco, como idosos e pacientes com doenças crônicas, redobrem a atenção ao calendário vacinal.
