Jovem que teve linfoma aos 32 revela sintomas que os médicos ignoraram

Emma Simms teve exaustão, dores e suores noturnos, sintomas clássicos do linfoma que não foram investigados pelos médicos

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Jovem Emma Simms linfoma aos 32 anos (2)
1 de 1 Jovem Emma Simms linfoma aos 32 anos (2) - Foto: Reprodução/Facebook/elsimms2

A surfista inglesa Emma Simms, de 32 anos, teve quase todos os sintomas característicos de um linfoma e foi várias vezes ao hospital procurar ajuda médica por causa deles. Ainda assim, sua jornada até receber o diagnóstico da doença levou meses.

Por isso, Emma se dedica nas redes sociais a expor os sintomas que teve para que as pessoas consigam ser diagnosticadas mais rapidamente.


Os sintomas do linfoma de Hodkin

  • Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o linfoma de Hodgkin pode surgir em qualquer parte do corpo, e os sintomas dependem da sua localização.
  • De modo geral, os sinais de alerta são febre, cansaço, suor noturno, perda de peso sem motivo aparente e coceira no corpo.
  • O tumor normalmente se desenvolve em linfonodos superficiais do pescoço, axilas e virilha, onde se formam inchaços indolores.
  • Se a doença ocorre na região do tórax, podem surgir tosse, falta de ar e dor torácica.
  • Quando se apresenta na pelve ou no abdômen, os sintomas são desconforto e distensão abdominal.

Os sintomas do linfoma de Emma

Desde o início de 2024, Emma começou a se sentir mais cansada e não conseguia ganhar peso, mesmo mantendo a alimentação correta e uma rotina de treinamentos mais intensa. Também nesta época, apareceu uma coceira constante nas pernas, especialmente à noite, que a impedia de dormir.

Com o tempo, vieram os suores noturnos e uma dor no peito que atrapalhava a respiração. Preocupada, Emma buscou ajuda médica diversas vezes, mas todas sem sucesso. Em entrevista ao The Sun, ela disse ter procurado o seu posto de saúde por três vezes antes de ir parar no pronto-socorro com uma dor no peito extrema. Mesmo lá, porém, os exames iniciais não indicaram anomalias.

“Fizeram exames de sangue e me disseram categoricamente que eu não tinha linfoma. Um dos médicos afirmou com segurança: você não tem leucemia, nem linfoma. Tudo está ótimo”, lembra ela.

Emma já havia investigado seus sintomas on-line e seguia acreditando que havia algo de grave com os sinais que se acumulavam. Entretanto, só em dezembro de 2024 conseguiu fazer o exame que identificou o tumor.

Tomografia revelou tumor de 8 centímetros

A insistência de Emma com os médicos e a piora dos sintomas iniciais os levou a autorizar a realização de uma tomografia computadorizada. O exame detectou um tumor de oito centímetros no tórax, avançando em direção ao pulmão direito.

No dia 4 de fevereiro de 2025, após uma avaliação dos especialistas, a jovem recebeu o diagnóstico: era um linfoma de Hodgkin. Para ela, a pergunta que ecoava era como aquilo havia passado despercebido.

O tratamento começou com quimioterapia intensiva para reduzir o tamanho do tumor, que diminuiu alguns centímetros nos dois primeiros ciclos de tratamento. Por segurança, a terapia continua nas próximas semanas.

Compartilhar sua experiência tem feito Emma se sentir fortalecida durante o tratamento para enfrentar as consequências duras do ciclo de remédios: em dois meses ela engordou 12 kg, perdeu o cabelo e ficou com uma aparência muito diferente da que sempre teve. “Falar sobre minha jornada me conectou com tantas pessoas incríveis. Realmente, me ajuda a me sentir menos sozinha”, diz.

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Entre os sintomas enfrentados por Emma estava a perda de peso, o cansaço constante e a coceira
Jovem surfista ficou quase um ano com sintomas até ter o diagnóstico
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Jovem surfista ficou quase um ano com sintomas até ter o diagnóstico

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Entre os sintomas enfrentados por Emma estava a perda de peso, o cansaço constante e a coceira
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Entre os sintomas enfrentados por Emma estava a perda de peso, o cansaço constante e a coceira

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O linfoma de Hodgkin

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 3 mil novos casos de linfoma de Hodgkin por ano.

A hematologista Daniela Ferreira Dias, do Instituto Paulista de Cancerologia, explica que a doença afeta o sistema linfático e pode surgir em diferentes partes do corpo.

“Ela pode se desenvolver em qualquer faixa etária, mas é mais comum entre adolescentes e adultos jovens. Ainda não sabemos os fatores de risco para o linfoma e como a doença pode surgir em qualquer parte do corpo. Os sintomas dependem de sua localização, o que pode complicar o diagnóstico”, diz ela.

Para identificação, são utilizados exames laboratoriais e de imagem, além de biópsias. Dependendo do estágio, o prognóstico pode ser favorável.

Os tratamentos incluem quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, terapias alvo-moleculares e transplante de medula. Há também avanços com imunoterapias, que usam o próprio sistema imunológico do paciente para combater o câncer com menor toxicidade.

Casos que não respondem ao tratamento inicial podem recorrer a transplantes e novos medicamentos. O acompanhamento contínuo é essencial, com consultas e exames regulares após o fim do tratamento, buscando prevenir recaídas e monitorar efeitos tardios.

“A boa notícia é o fato de os linfomas terem alto potencial curativo. O diagnóstico precoce é fundamental para alcançar o êxito no processo terapêutico, por isso o esclarecimento à população é essencial”, conclui a oncohematologista Mariana Oliveira, da Oncoclínicas.

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