Leucemia: saiba sintomas do câncer que matou Silvio Berlusconi
Político italiano foi diagnosticado com um tipo de câncer no sangue que debilitou seu estado de saúde. Leucemia foi descoberta em abril

O ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi morreu aos 86 anos, nesta segunda-feira (12/6). Ele estava internado no Hospital San Raffaele, em Milão, desde a última semana, para tratar uma infecção pulmonar decorrente da leucemia mielomonocítica crônica (LMMC).
O câncer no sangue que vitimou o político da direita italiana acomete as células do sangue, que são produzidas na medula óssea.
Quem possui a leucemia mielomonocítica crônica acaba fabricando uma quantidade excessiva de leucócitos, células de defesa. O problema pode resultar ainda na baixa produção de outros tipos de células sanguíneas, levando os pacientes a um estado de anemia e fadiga constante, além de prejuízos para o funcionamento do sistema imunológico.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito tanto em exames de sangue que apontam a taxa excessiva de leucócitos e exames da medula óssea.
A média de sobrevida de pessoas com a doença é de cerca de 20 meses, de acordo com dados do Oncoguia. Cerca de 80% das pessoas com a doença acaba morrendo em até cinco anos após o diagnóstico.
No caso de Berlusconi, a leucemia mielomonocítica crônica foi revelada em abril. “É difícil, mas vou conseguir superar”, disse ele em entrevistas.
O político liderou a Itália entre 1994 e 2011 e seguia sendo uma figura importante da direita local, apesar dos escândalos sexuais e acusações de corrupção.
Sinais da leucemia mielomonocítica crônica
Os sintomas mais comuns da doença são relacionados à fraqueza: anemia, fadiga, falta de ar, palidez, hemorragias e hematomas. Além disso, a leucemia mielomonocítica crônica pode levar ao aumento do baço ou do fígado.
O aumento no baço pode provocar dor na parte superior esquerda do abdômen e sensação constante de saciedade. O aumento do fígado, por sua vez, causa desconforto principalmente na parte superior direita do abdômen.
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