Infertilidade feminina pode ter causas pouco conhecidas. Saiba quais

A dificuldade para engravidar afeta muitas mulheres, mas quais são as causas mais comuns e as menos conhecidas por trás desse problema?

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Foto em close-up de um exame de gravidez negativo sendo segurado por uma mulher ao fundo decepcionada ou triste. Conceito de infertilidade. Metrópoles
1 de 1 Foto em close-up de um exame de gravidez negativo sendo segurado por uma mulher ao fundo decepcionada ou triste. Conceito de infertilidade. Metrópoles - Foto: Freepik

A dificuldade para engravidar é uma realidade enfrentada por muitos casais. Embora algumas causas de infertilidade sejam amplamente conhecidas, como problemas hormonais ou a idade, existem diversos fatores menos discutidos que também podem interferir na capacidade de ter filhos.

Segundo especialistas ouvidos pelo Metrópoles, a infertilidade feminina pode ter origens variadas e, em muitos casos, envolve mais de um fator ao mesmo tempo. Entender esses mecanismos é importante para que a investigação médica seja feita de forma adequada.

Principais causas de infertilidade

A ginecologista Natália Paes, da Maternidade Brasília, explica que a dificuldade para ovular é uma das situações mais comuns. “Especialmente em mulheres com ciclos menstruais irregulares, sendo a síndrome dos ovários policísticos uma das principais causas”, diz.

Ela acrescenta que alterações nas tubas uterinas também podem impedir a gravidez.

“Alterações nas tubas geralmente estão ligadas a infecções prévias, que podem causar obstrução e impedir o encontro do óvulo com o espermatozoide. A endometriose também é comum e pode provocar dor pélvica e dificuldade para engravidar”, aponta.

A ginecologista Bárbara Melo, especialista em reprodução humana da clínica AMO, destaca que fatores ligados às tubas e à ovulação costumam ser os mais frequentes na investigação da infertilidade.

“Os principais fatores de origem feminina são os fatores tubários de aderência ou obstrução tubária e os fatores ovulatórios. Essas alterações podem estar associadas à endometriose ou a infecções pélvicas causadas por microrganismos como clamídia”, afirma.

Outro aspecto importante é a idade. De acordo com Natália, após os 35 anos ocorre uma redução mais significativa na quantidade e na qualidade dos óvulos, o que pode diminuir as chances de gravidez.

Causas menos conhecidas

Além dos fatores mais conhecidos, existem condições que muitas vezes passam despercebidas, mas também podem interferir na fertilidade. Problemas hormonais, por exemplo, podem alterar o funcionamento do organismo e dificultar a ovulação.

“Distúrbios hormonais como hiperprolactinemia e alterações da tireoide também podem causar infertilidade. Doenças crônicas como obesidade, diabetes e doenças autoimunes podem influenciar esse processo”, explica Bárbara.

Natália destaca que alguns fatores estão relacionados ao próprio funcionamento do organismo e nem sempre são facilmente identificados. “Existem ainda causas menos conhecidas, como alterações do sistema imunológico, problemas na receptividade do endométrio e fatores genéticos”, diz.

Em alguns casos, mesmo após uma investigação detalhada, não é possível identificar um motivo específico para a dificuldade de engravidar. O quadro é conhecido como infertilidade sem causa aparente.

Hábitos e fatores ambientais

O estilo de vida também pode ter impacto na fertilidade. Hábitos que afetam a saúde geral do organismo podem interferir no funcionamento do sistema reprodutivo. Bárbara destaca que alguns medicamentos podem influenciar a ovulação.

“Algumas classes de anticonvulsivantes e antipsicóticos podem dificultar a fertilidade, principalmente ao interferir na ovulação”, afirma.

Além disso, fatores como tabagismo, consumo excessivo de álcool e aumento do peso corporal também podem reduzir a qualidade dos óvulos ou dificultar o processo ovulatório.

Outro ponto que tem chamado a atenção de médicos são os chamados disruptores endócrinos. Essas substâncias químicas presentes em alguns plásticos, cosméticos e agrotóxicos podem interferir no equilíbrio hormonal do organismo.

“Hoje se sabe que esses compostos podem afetar a qualidade do óvulo e a regularidade do ciclo menstrual, influenciando a possibilidade de gestação”, explica a especialista.

Quando procurar ajuda médica?

A investigação médica costuma ser indicada quando a gravidez não ocorre após um período de tentativas. Bárbara aponta que o tempo de espera para procurar avaliação depende da idade.

“A mulher ou o casal deve buscar investigação quando tentam engravidar por um ano e não conseguem. Já para mulheres com mais de 35 anos, a recomendação é procurar ajuda após seis meses de tentativa”, orienta.

A especialista ressalta que a avaliação precoce pode ajudar a identificar possíveis causas e aumentar as chances de tratamento e acompanhamento adequados.

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