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HPV: urologista explica como a doença se manifesta nos homens

Estudo recente mostrou um alto índice de HPV entre homens, acendendo um alerta sobre a prevenção e o diagnóstico entre esse grupo

atualizado

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Ilustração mostra o vírus HPV, que é redondo e está representado colorido - Metrópoles
1 de 1 Ilustração mostra o vírus HPV, que é redondo e está representado colorido - Metrópoles - Foto: Kateryna Kon/Science Photo Library/Gettyimages

Um estudo publicado neste ano no periódico The Lancet Global Health mostrou que a prevalência do papilomavírus humano (HPV) em homens com mais de 15 anos é alta. O resultado acendeu um alerta para especialistas de todo o mundo. A pesquisa sustenta que os homens sexualmente ativos, independente da idade, são um importante reservatório da infecção genital pelo HPV.

A análise compilou quase 5,7 mil textos científicos publicados entre 1995 e 2022. “Um em cada três homens em todo o mundo está infectado com pelo menos um tipo genital de HPV. Cerca de um em cada cinco está infectado com um ou mais tipos de HPV de alto risco ou com potencial de causar câncer”, apontou a pesquisa. A prevalência foi especialmente alta em adultos jovens, atingindo um máximo entre as idades de 25 e 29 anos.

HPV: uma doença silenciosa

Segundo a médica urologista, diretora de comunicação e membro da Comissão de Infecção da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Karin Anzolch, a infecção pelo HPV dificilmente apresenta sintomas. “Quando surgem, geralmente são discretos e podem ser confundidos com outras situações clínicas como fungos e alergias”, afirma.

Em um número expressivo de casos, após a contaminação e infecção iniciais, as manifestações desaparecem espontaneamente. No entanto, antes que isso ocorra, o indivíduo já pode ter contaminado suas parceiras.

Porém, em várias pessoas contaminadas o vírus permanece, vindo a manifestar-se clinicamente em um período médio de dois a oito meses. A manifestação pode ocorrer até mais de uma década a infecção. “Vale ressaltar que, mesmo as lesões subclínicas, as que não são visíveis a olho nu, podem levar ao desenvolvimento de lesões pré-malignas e malignas”, alerta a médica.

Leia a reportagem completa no Saúde em Dia, parceiro do Metrópoles.

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