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Saúde

Homem descobre artrose avançada aos 32 após ter dor persistente no quadril

Dor persistente após fratura revelou artrose avançada no quadril. Cirurgia para instalação de prótese permitiu que ele voltasse à rotina

07/09/2026 02:00
Arquivo pessoal
policial militar Aoliabe Silva Santos teve diagnostico de artrose avançada no quadril após acidente de moto. Metrópoles

Aos 32 anos, o policial militar Aoliabe Silva Santos não imaginava que uma fratura no fêmur mudaria sua rotina por completo. Um acidente de moto, em setembro de 2023, deu início a um processo que terminou no diagnóstico de artrose avançada no quadril e na necessidade de implante de prótese.

Depois da cirurgia para tratar a fratura, ele passou pela recuperação e voltou a andar sem muletas. Ainda assim, percebeu que algo não estava normal. A forma de caminhar mudou, com uma leve mancada, e a dor na região da virilha começou a aparecer com frequência, aumentando aos poucos no dia a dia. “Eu mancava e sentia um incômodo que foi ficando mais intenso”, relata.

Com o tempo, tarefas simples passaram a exigir mais esforço. Mesmo com fisioterapia e exercícios de fortalecimento, a dor não melhorou. Em uma nova avaliação, os médicos identificaram fraqueza muscular no quadril, com alteração na sustentação da pelve. Exames confirmaram o desgaste da articulação e o diagnóstico de artrose avançada no quadril.

O ortopedista Isaías Chaves, que atua em Brasília, explica que a doença compromete o funcionamento da articulação. “Há um desgaste progressivo da cartilagem, redução do espaço articular e perda da capacidade de movimento sem dor”, afirma.

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No caso de Aoliabe, o problema apareceu depois do acidente. Esse tipo de quadro é conhecido como artrose pós-traumática.

“O trauma pode provocar alterações na biomecânica e acelerar o desgaste da articulação ao longo do tempo”, diz. Ele ressalta que nem toda fratura leva ao cenário, mas lesões de maior impacto podem antecipar o processo.

Com o aumento da dor e a dificuldade para atividades do dia a dia, a possibilidade de prótese passou a ser considerada. A decisão, segundo o especialista, não se baseia apenas na idade. “A indicação leva em conta dor, perda de função e impacto na qualidade de vida. Ser jovem não é motivo para manter o paciente limitado quando o tratamento conservador não resolve”, explica.

Tratamento

Aoliabe conta que resistiu à ideia da cirurgia no início. Ele chegou a buscar alternativas para aliviar a dor, mas os sintomas já atrapalhavam a rotina. Atividades como trabalhar, dirigir e sair de casa ficaram difíceis, e o policial foi afastado do serviço operacional e passou a atuar internamente.

Com a progressão do quadro, optou pela cirurgia. A artroplastia de quadril foi realizada e, já na primeira semana, segundo ele, a dor constante e o travamento da articulação deixaram de fazer parte do dia a dia.

A decisão também levou em conta os riscos de adiar o tratamento em um quadro avançado. Nesses casos, a limitação de movimento tende a piorar e pode afetar outras partes do corpo. “O paciente pode desenvolver alterações na coluna, sobrecarga em outras articulações e até problemas associados ao sedentarismo”, explica Chaves.

O período seguinte foi dedicado à reabilitação, com fisioterapia e fortalecimento muscular. “No começo foi um processo de adaptação. Depois, fui entendendo como meu corpo respondia”, conta.

Recuperação e retorno à rotina

A recuperação ocorreu de forma gradual. Nos primeiros meses, Aoliabe ficou afastado das atividades. Aos poucos, voltou ao trabalho administrativo e, pouco depois, retomou o serviço de rua. Hoje, mais de um ano após a cirurgia, não usa medicação e voltou a praticar exercícios físicos, como corrida, ciclismo e musculação.

A possibilidade de retomar esse tipo de rotina está diretamente ligada ao objetivo atual da prótese de quadril. Segundo Chaves, o procedimento não busca apenas aliviar a dor, mas permitir que o paciente volte a se movimentar com autonomia no dia a dia. “O objetivo é devolver qualidade de vida e permitir que o paciente volte a ser ativo”, afirma o ortopedista.

O retorno, no entanto, não é automático e depende de avaliação individual. Fatores como recuperação muscular, tipo de atividade e histórico do paciente são levados em conta. Ainda assim, já é comum que pacientes consigam retomar práticas anteriores, com ou sem adaptações.

No caso de Aoliabe, a reabilitação incluiu fisioterapia e fortalecimento muscular, que passaram a fazer parte da rotina. A mudança se manteve mesmo após a recuperação. “Hoje consigo trabalhar, treinar e levar a vida normalmente”, diz.