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Saúde

Fiocruz alerta para alta de casos graves de Covid em capitais brasileiras

Metapneumovírus, rinovírus e Covid-19 avançam; crianças pequenas concentram a maior incidência de síndrome respiratória aguda grave

06/11/2026 16:50, atualizado 06/11/2026 17:01
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Foto colorida de mulher, sentada na cadeira de um cômodo da casa, enrrolada em um cobertor e limpando o nariz com papel higiênico - Metrópoles.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alertou para o aumento dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) associados ao metapneumovírus, ao rinovírus e à Covid-19 no Brasil. Divulgado na quinta-feira (5/11), o novo Boletim InfoGripe analisa o período de 25 a 31 de outubro e identifica o avanço do metapneumovírus principalmente em estados do Sudeste, Sul e Nordeste.

Segundo o boletim, as crianças pequenas apresentam a maior incidência de SRAG, com destaque para os casos associados ao rinovírus, ao vírus sincicial respiratório (VSR) e ao metapneumovírus. O rinovírus também aparece como o principal agente relacionado às mortes por SRAG na população infantil pequena.

A análise das últimas oito semanas mostra que os maiores impactos se concentram nas duas pontas da vida. Enquanto as crianças de até 2 anos apresentam a maior incidência da síndrome, a população com 65 anos ou mais registra a maior mortalidade.

No caso da Covid-19, há sinais de crescimento dos quadros graves em cinco unidades da Federação, embora a incidência nacional permaneça baixa em todas as faixas etárias. Diante do cenário, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação dos grupos prioritários em dia.

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Locais com aumento de casos

  • Metapneumovírus: os casos de SRAG aumentam principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sergipe.
  • Covid-19: há sinais de alta dos casos graves em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Nas quatro últimas unidades, a incidência continua em níveis muito baixos.
  • Rinovírus: além do crescimento nacional, um leve aumento dos casos associados ao vírus está relacionado à alta de SRAG em Mato Grosso do Sul.

Em Mato Grosso, o crescimento dos casos da síndrome é impulsionado principalmente pelo coronavírus causador da Covid-19. Já Roraima, Sergipe e Santa Catarina apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na análise das últimas seis semanas.

Saiba como o coronavírus ataca o corpo humano:

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Entre as capitais, a publicação destaca Aracaju e João Pessoa por combinarem atividade elevada de SRAG nas últimas duas semanas com tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

Rinovírus predomina entre os casos positivos recentes

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, o rinovírus foi identificado em 50,1% dos casos de SRAG com resultado positivo para vírus respiratórios. O VSR apareceu em 10,1%. Os percentuais se referem aos casos positivos analisados, e não ao total de infecções respiratórias na população.

Entre as mortes por SRAG com identificação de vírus no mesmo período, o rinovírus esteve presente em 43% e o coronavírus causador da Covid-19, em 24,1%. A publicação não informa a proporção correspondente ao metapneumovírus.

Desde o início do ano epidemiológico de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no país. Do total, 91.420, equivalentes a 53,3%, tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.

Vacinação contra a Covid-19

A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz, responsável pelo InfoGripe, ressalta que a vacinação é a principal forma de prevenir casos graves e mortes por Covid-19. “É essencial que as pessoas dos grupos prioritários estejam em dia com a vacina contra o vírus”, afirma a pesquisadora, na publicação da Fiocruz.