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Saúde

Etiópia confirma surto de Marburg e investiga mortes ligadas ao vírus

País registra infecções pelo Marburg, vírus considerado um dos mais letais do mundo, e reforça medidas para conter avanço na região sul

Ravenna Alves17/11/2025 15:51, atualizado 17/11/2025 16:00
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quantic69/Getty Images
Estrutura filamentosa do vírus de RNA de Marburg. Filovírus zoonótico da família Filoviridae transmitido por morcegos frugívoros. Infecção viral, febre hemorrágica, doença infecciosa, artigo científico médico, ilustração 3D. Metrópoles

Três pessoas morreram após infecção pelo vírus de Marburg na Etiópia e outras três mortes são investigadas por possível relação com a doença hemorrágica. A confirmação foi feita nesta segunda feira (17/11) pelo Ministério da Saúde do país, que monitora o avanço do surto no sul do território.

Investigação em andamento e contenção do surto

Na última sexta feira (14/11), o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que ao menos nove casos foram detectados no sul da Etiópia. O anúncio veio dois dias depois de o Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (Africa CDC) ter sido notificado sobre a possível circulação de um vírus hemorrágico na região.

Em nota, o Africa CDC afirmou que a doença causada pelo vírus de Marburg foi confirmada pelo Laboratório Nacional de Referência da Etiópia. As primeiras análises sugerem que a cepa identificada é semelhante às cepas que já circularam na África Oriental. Equipes locais e internacionais trabalham agora para rastrear contatos, identificar a origem da transmissão e interromper a cadeia de contágio.


Entenda o histórico recente

  • A região vive uma sucessão de eventos envolvendo o vírus. Em janeiro, um surto na Tanzânia causou 10 mortes antes de ser controlado.
  • Ruanda anunciou, no fim de 2024, o encerramento de seu primeiro episódio de Marburg, que resultou em 15 óbitos e levou o país a testar uma vacina experimental.
  • Atualmente, não há imunizante aprovado nem tratamento antiviral específico para a doença.
  • O manejo clínico se baseia em hidratação oral ou intravenosa e no controle dos sintomas, o que pode aumentar as chances de sobrevivência.

As autoridades iniciaram ações de contenção na região de Jinka, onde os casos foram detectados. O órgão informou que atuará em parceria com o governo etíope para reforçar o monitoramento e reduzir o risco de disseminação para países vizinhos.

O Marburg pertence à mesma família do Ebola e é considerado um dos patógenos mais perigosos conhecidos. A infecção provoca febre alta, hemorragias, vômitos e diarreia intensa, com período de incubação que pode chegar a 21 dias. A taxa de mortalidade varia de 25 a 80%, dependendo da capacidade de resposta dos serviços de saúde.

A OMS reforça que a transmissão ocorre pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou por meio de animais silvestres, como macacos e morcegos frugívoros.

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