Estudo revela reversão de microcefalia em 2 bebês infectados com zika

Grupo de cientistas da Fiocruz e da Universidade da Califórnia anunciaram a boa notícia em publicação na revista Nature Medicine

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atualizado 10/07/2019 17:07

Um estudo conduzido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que duas crianças nascidas com microcefalia cujas mães contraíram o zika vírus durante a epidemia de 2015/2016 no Rio de Janeiro conseguiram reverter o quadro neurológico após o nascimento.

Uma das crianças alcançou a circunferência normal da cabeça conforme crescia. A outra atingiu a medida padrão após uma cirurgia no crânio. Em ambos os casos, o desenvolvimento neurológico das crianças foi normalizado – e confirmado aos 2 anos de idade. Segundo José Paulo Pereira Junior, um dos autores da pesquisa, a explicação pode estar relacionada à neuroplasticidade cerebral, que é a capacidade do órgão reorganizar as vias de transmissão depois de algum dano. Porém, não há dados específicos sobre isso no trabalho divulgado na revista científica Nature Medicine.

O grupo acompanhou desde o pré-natal de mulheres grávidas infectadas pelo vírus até o terceiro ano de vida das crianças. Ao todo, foram avaliadas 216 crianças, sendo que oito delas nasceram com microcefalia. Desse total, metade apresentou melhorias neurológicas, oftalmológicas e motoras após o diagnóstico. Nesse grupo, estão os dois bebês que conseguiram atingir o desenvolvimento normal.

Vale ressaltar que as crianças avaliadas têm acompanhamento e tratamento específicos na Fiocruz. Isso significa que o resultado verificado não se aplica, necessariamente, outros bebês com esse quadro. (Com informações do jornal O Globo)

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