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Medicamento experimental retarda Alzheimer em 60%, mostra estudo

O anticorpo donanemab, da farmacêutica Eli Lilly, mostrou melhores resultados em pacientes no estágio inicial do Alzheimer

atualizado

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Carol Yepes/Getty Images
Ilustração colorida de uma cabeça com peças de quebra-cabeça
1 de 1 Ilustração colorida de uma cabeça com peças de quebra-cabeça - Foto: Carol Yepes/Getty Images

Um medicamento experimental para o Alzheimer, da farmacêutica Eli Lilly, foi capaz de retardar a progressão da doença em 60% em testes com pacientes no estágio inicial da condição.

O resultado animador foi publicado na revista JAMA Network e apresentado pelos pesquisadores da multinacional nesta segunda-feira (17/7), na conferência internacional da Associação de Alzheimer em Amsterdã, na Holanda.

De acordo com os autores do estudo que envolveu mais de 1,7 mil pacientes, o donanemab funciona melhor quando o tratamento é iniciado o mais cedo possível – idealmente, quando o paciente ainda não apresenta sintomas.

“A detecção e o diagnóstico precoces podem realmente mudar a trajetória dessa doença”, afirmou a presidente de neurociência da Eli Lilly, Anne White, no evento.

Os resultados foram menos robustos entre as pessoas mais velhas, em estágios mais avançados da doença, bem como para aquelas com níveis mais altos de acúmulo da proteína tau no cérebro, associada ao Alzheimer.

O donanemab retardou a progressão da perda de memória e problemas cognitivos em cerca de um terço dos participantes. A taxa subiu para 60% quando o tratamento começou na fase inicial da doença.

O medicamento é um anticorpo projetado para remover os depósitos da proteína beta-amilóide do cérebro de pacientes com Alzheimer. Ele é usado de forma intravenosa.

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Efeito de longo prazo

Os pesquisadores observaram que os efeitos positivos do tratamento continuaram a aumentar ao longo do teste de 18 meses, em comparação ao grupo placebo. Ao final do estudo, alguns pacientes que estavam sem medicamento por sete meses ainda continuaram a se beneficiar dos efeitos dele.

Efeitos colaterais

Aproximadamente quatro em cada dez pacientes com predisposição genética para o Alzheimer desenvolveram inchaço cerebral após o uso da medicação. O efeito colateral vem sendo relacionado aos tratamentos que utilizam anticorpos para eliminar as proteínas beta-amilóide.

A maioria dos casos foi controlado com monitoramento por ressonância magnética ou com a interrupção do medicamento.

Aprovação para uso

A empresa espera que a agência Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, equivalente à Anvisa, bata o martelo sobre a aprovação do donanemab até o fim de 2023.

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