Estudo da USP relaciona uso do celular a bactérias resistentes em UTIs

Maioria dos micro-organismos encontrados em hospital sobreviveu aos materiais de limpeza utilizados para esterilizar o ambiente

Drew Hays/UnsplashDrew Hays/Unsplash

atualizado 17/09/2019 19:33

Depois de um mapeamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, um grupo de pesquisadores da instituição descobriu que a maioria das bactérias encontradas é resistente à limpeza especializada que é feita todos os dias. O uso de celular por visitantes e profissionais de saúde seria uma das fontes de contaminação desses ambientes. O estudo foi publicado em uma revista especializada em saúde pública da Inglaterra.

A pesquisa coletou amostras de camas, colchões, maçanetas, respiradores, computadores, celulares, jalecos e pastas de prontuários antes e depois da limpeza diária e as analisou com sequenciamento genético de última geração. Segundo o estudo, não são apenas os antibióticos que tornam as bactérias cada vez mais resistentes – o produto utilizado para a higienização também pode acabar forçando os micro-organismos a se adaptarem.

A pesquisa atribui parte da contaminação do ambiente aos visitantes e profissionais de saúde, que trazem bactérias em roupas, jalecos e celulares. Só o ato de pegar o aparelho dentro do ambiente hospitalar controlado pode contaminar o dispositivo e a mão de quem o está manipulando, favorecendo o transporte das bactérias.

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