Estudo aponta que intestino de mulheres é 30 cm maior que o dos homens
Pesquisa, que analisou órgãos humanos e animais, constatou que a estrutura intestinal pode mudar conforme o sexo do participante

Apesar das semelhanças, os seres humanos possuem diferenças individuais que vão além da aparência física. As variações aparecem, inclusive, no sistema digestivo: segundo estudo publicado em 24 de abril no periódico Peerj, o intestino de homens e mulheres pode ter tamanhos distintos.
A pesquisa constatou que as mulheres tendem a ter um intestino delgado em média 30,7 centímetros mais longo do que os homens. O tamanho pode favorecer a absorção de nutrientes.

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Ver todas“Ter um intestino delgado mais longo ajuda a extrair nutrientes da dieta. Essa descoberta apoia a hipótese da canalização, que sugere que as mulheres são mais capazes de sobreviver durante períodos de estresse”, afirma a coautora do estudo Amanda Hale, bióloga da North Carolina State University (NCSU), nos Estados Unidos.
O estudo mostra que o ceco, órgão encontrado entre o intestino grosso e delgado, pode medir centímetros em uma pessoa, enquanto em outra, é do tamanho de uma bolsa de moedas. Há também diferenças estruturais entre pessoas mais e menos saudáveis. Indivíduos com maior cuidado na dieta apresentam um intestino com morfologia mais granular que aqueles que comem mal, por exemplo.
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As pesquisadoras afirmam que os estudos anteriores sobre as diferenças de intestino negligenciam a variação entre pessoas. “Se você está falando com quatro pessoas diferentes, é provável que todas tenham vísceras distintas, em termos de tamanho relativo dos órgãos que compõem esse sistema”, explica a ecologista Erin McKenney, da NCSU.
As descobertas podem servir de base para entender, por exemplo, por que algumas pessoas apresentam mais dificuldades para absorver nutrientes do que outras. O estudo pode ainda auxiliar na escolha de uma estratégia de alimentação adequada para a morfologia de cada intestino.
A tese apresentada pode ainda impactar o estudo da medicina. “É particularmente importante no treinamento médico, porque se os alunos estão aprendendo apenas sobre uma anatomia normal ou média, isso significa que eles não estarão familiarizados com o escopo da variação humana”, diz a coautora Roxanne Larsen, bióloga na Universidade de Minnesota, também nos Estados Unidos.
Animais x humanos
Além de analisar os órgãos digestivos de 45 pessoas, o estudo investigou também o sistema de diferentes espécies de animais. Aparentemente, os humanos se destacam pela alta variação no comprimento intestinal. As pesquisadoras sugerem que a variação se explica pelo nosso cardápio variado, já que não comemos uma dieta padronizada.
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