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Diabetes: veja o que há de mais novo para controlar a doença

Tratamentos de uso oral e injetável auxiliam no controle dos níveis de insulina, além de contribuir com a perda de peso

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1 de 1 remédio - Foto: Shutterstock

O diabetes é uma doença crônica que afeta a vida de aproximadamente 422 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para tratar a condição, nos últimos anos, a medicina deu um salto importante no desenvolvimento de novos medicamentos que beneficiam a população que depende de tratamento para produzir níveis adequados de insulina.

Destacam-se principalmente os medicamentos com o composto ativo semaglutida nas versões injetável e oral. Ele imita o hormônio GLP-1 e aumenta a produção de insulina pelo próprio corpo, além de levar à saciedade e, consequentemente, à perda de peso.

A obesidade é apontada como o principal fator de risco para diabetes tipo 2, a variedade mais comum. No Brasil, 90% dos pacientes com a doença têm sobrepeso ou obesidade e 74% das mortes entre obesos são relacionadas à diabetes.

“O excesso de peso e a obesidade dificultam a ação da insulina no organismo e induzem ao quadro de resistência ao hormônio”, explica a professora associada da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Angélica Amorim Amato. Ela é coordenadora do Programa de Diabetes da UnB.

Tratamentos

A semaglutida é comercializada no Brasil nos medicamentos Ozempic (caneta injetável) ou Rybelsus (pílula). Estudos clínicos mostram que ela tem um papel multifatorial no pâncreas, fígado, cérebro e trato gastrointestinal, além de controlar a produção de insulina, diminuir a de glucagon – hormônio produzido pelo pâncreas, responsável por aumentar os níveis de glicose no sangue – e agir no hipotálamo como um inibidor de apetite.

As doses semanais de Ozempic garantem mais simplicidade no tratamento e estabilidade no controle da doença. Na avaliação da médica endocrinologista Paola Wyatt, do Eco Medical Center em Curitiba, a semaglutida subcutânea é o maior avanço disponível atualmente para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, o remédio também tem aprovação para tratamento de obesidade. No Brasil, o uso para perda de peso é feito por indicação off-label.

“Ela reduz em média 15% do peso em estudos voltados para a população com obesidade e melhora significativamente a hemoglobina glicada, marcador do controle glicêmico em indivíduos com diabetes”, explica Paola.

A versão oral, mais recente, é de uso diário, sempre em jejum. Embora tenha propriedades semelhantes ao Ozempic, o Rybelsus tem absorção no estômago e é comercializada em três dosagens. Os desenvolvedores acreditam que, ao retirar a necessidade do uso de agulhas, a adesão ao tratamento aumentará.

A médica endocrinologista Priscilla Mattar, diretora médica da Novo Nordisk, fabricante dos dois remédios, alerta que os pacientes que optam pela versão oral devem ser disciplinados para garantir a absorção correta do medicamento.

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Mês de conscientização

Nesta segunda-feira (14/11) é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, data escolhida para aumentar a conscientização sobre a doença como um problema de saúde pública global e sobre o que precisa ser feito para a prevenção, diagnóstico e gerenciamento da condição.

“Não basta ter o diagnóstico. Precisa ter um bom controle e acompanhamento”, afirmou a diretora sênior de assuntos corporativos e sustentabilidade da Novo Nordisk, Simone Tcherniakovsky, no webinar “Ozempic e Rybelsus: tudo sobre GLP-1 e o tratamento do diabetes”, que aconteceu na última terça-feira (8/11).

O descontrole da doença aumenta o risco de ataques cardíacos, derrames, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal. O diabetes também é uma dos principais causas de amputação de membros inferiores.

“Dois terços dos pacientes com diabetes morrem por doença cardiovascular. O nosso grande objetivo ao tratar esses pacientes é evitar que eles enfartem”, afirma o cardiologista Andre Feldman, coordenador do Serviço de Cardiologia dos Hospitais Rede D’Or e Cardiologista do Instituto Dante Pazzanesse de Cardiologia.

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