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Saúde

Criança ajuda a salvar a vida do irmão ainda durante a gestação

Ao sentir que seu feto não estava se mexendo, a norte-americana teve a confirmação quando seu primeiro filho disse que o bebê não estava bem

31/07/2026 14:05, atualizado 31/07/2026 14:38
Redes sociais/instagram/amandabravermanbrohn
Imagem colorida de Amanda e Preston - Metropoles

Após seu primeiro filho dizer que o irmão não estava se mexendo, Amanda Braverman-Brohn, com 37 semanas de gestação na época, correu para o hospital e foi submetida a uma cesariana que salvou a vida do bebê.

Atualmente, com 45 anos e mãe de cinco filhos, a norte-americana dedica-se a defender a educação fetal e ensina outros pais sobre a importância de monitorar os movimentos do bebê.

Tudo começou há 18 anos, em 2008, quando ela estava grávida de Preston, seu segundo filho à época. Ela estava de repouso absoluto por conta de um possível trabalho de parto prematuro.

Com 37 semanas de gestação, em uma certa manhã, a norte-americana teve a sensação de que não havia mais feto em seu útero. “Simplesmente senti um vazio por dentro” como disse à revista People.

No mesmo dia, o estado de alerta dela aumentou após o seu primeiro filho, Aiden, dizer que o irmão não estava bem. Ele costumava brincar de ser médico e com seu estetoscópio de brinquedo ouvia Preston se movimentar na barriga dela.

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Amanda lembra que ele sempre dizia depois de encostar o brinquedo na barriga: “O bebê está bem. O bebê está ótimo”. Mas, naquele dia, a frase de Aiden foi diferente; ele disse: “O bebê não está bem”. Nesse momento, apavorada, ela correu para o hospital, pois suas suspeitas de que algo realmente estava acontecendo com Preston eram grandes.

Ao chegar à unidade médica, ela foi submetida a uma cesariana às pressas. Quando seu segundo filho nasceu, a equipe medica disse que ele havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC), mas por ela ter ido ao hospital no momento certo,  os médicos conseguiram salvá-lo e reanimá-lo na sala de cirurgia. Naquele dia, Aiden salvou a vida do irmão.

“Ensinar uma futura mãe a monitorar os movimentos do feto e explicar por que isso é importante não é invasivo. Elas podem fazer isso em casa. Podem se defender. Elas adquirem esse conhecimento que as capacita a usar sua voz e se manifestar”, compartilha ela.

Em junho deste ano, Preston se formou no ensino médio, e Amanda diz que esse momento foi ainda mais emocionante. “A formatura dele me lembrou que eu havia começado a dar mais importância aos momentos comuns. A vida é frágil e a vida é especial”, conclui Amanda.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), a morte fetal atinge cerca de um em cada 175 nascimentos. Nos EUA, praticamente 21 mil bebês nascem mortos a cada ano.

Recentemente, Amanda fundou a Moving Forward Foundation e recebeu o prêmio Daily Point of Light da Points of Light, fundação criada pelo presidente George H.W. Bush que promove o voluntariado em todo o mundo.