Covid-19: obstetras e ginecologistas recomendam 3ª dose a gestantes

Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia ressalta altos riscos de prematuridade, morbidade e mortalidade materna

atualizado 20/10/2021 12:36

Vacinação contra Covid-19 em pessoas com comorbidades e gestantes no estacionamento 13 do Parque da CidadeGustavo Alcântara/Especial Metrópoles

A Federação Brasileira de Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) divulgou nota recomendando a inclusão de grávidas e puérperas no público-alvo para receber a dose de reforço contra a Covid-19. A recomendação é que a aplicação ocorra seis meses depois da segunda dose.

A contaminação neste grupo está relacionada a uma série de riscos. A Febrasgo ressalta três deles: prematuridade, morbidade e mortalidade materna.

Ainda não há posicionamento do Ministério da Saúde sobre a aplicação da terceira dose em gestantes e puérperas no Brasil. De acordo com os dados do Observatório Obstétrico Covid-19, até setembro mais de 700 mil gestantes receberam a primeira dose de vacina e 58% delas a segunda dose.

O imunizante recomendado pela federação é o da Pfizer/BioNTech, muito aplicado em gestantes e sem registros de reações graves. Também pode ser utilizada a vacina Coronavac/Butantan. Feita com o vírus inativo, o imunizante tem aplicação em gestantes e puérperas autorizada.

As orientações podem ser revistas de acordo com novas evidências científicas, ressalta a Febrasgo em nota emitida nessa terça-feira (19/10).

Saiba como as vacinas contra Covid-19 atuam:

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Durante a 41ª semana epidemiológica de 2021, o país registrou o menor número de mortes provocadas pela Covid-19 desde abril do ano passado. A semana, que contempla os dias 10 e 16 deste mês, notificou 2.323 óbitos — a quantidade mais baixa computada desde o período entre 19 e 25 de abril de 2020, quando 1.669 pessoas morreram vítimas da doença.

Em relação ao número de casos, o resultado é o melhor desde maio de 2020. Os 71.545 novos infectados nesta última semana representam a menor parcela de contaminados desde a semana epidemiológica entre os dias 3 e 9 de maio do ano passado, quando 59.543 pessoas contraíram a doença.

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