Novo comprimido reduz risco de Covid após contato com infectados

Estudo mostra que antiviral tomado após exposição de Covid diminui infecções e pode ajudar grupos mais vulneráveis ao vírus

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Yulia Reznikov/Getty Images
Pílulas repetidas sobre fundo rosa-púrpura
1 de 1 Pílulas repetidas sobre fundo rosa-púrpura - Foto: Yulia Reznikov/Getty Images

Um comprimido antiviral mostrou, pela primeira vez, ser capaz de reduzir o risco de desenvolver Covid-19 após contato direto com uma pessoa infectada. Os resultados vêm de um ensaio clínico internacional publicado no New England Journal of Medicine nessa quarta-feira (13/5).

O estudo avaliou o uso do medicamento ensitrelvir em pessoas que conviviam na mesma casa com alguém com sintomas da doença. A ideia era testar se o remédio poderia impedir que a infecção se estabelecesse mesmo após a exposição ao vírus.

Os dados indicam que o tratamento fez diferença. Entre os participantes que receberam placebo, cerca de 9% desenvolveram sintomas. Já no grupo que tomou o antiviral por cinco dias, esse número caiu para aproximadamente 3%.

Como o medicamento atua

O ensitrelvir age bloqueando uma enzima essencial para a replicação do coronavírus. Sem essa etapa, o vírus tem mais dificuldade para se multiplicar no organismo.

Além de reduzir os casos sintomáticos, o medicamento também diminuiu o total de infecções, incluindo aquelas sem sintomas. No grupo tratado, 14% tiveram infecção confirmada, contra 21,5% entre os que não receberam o antiviral.

Segundo Frederick Hayden, virologista clínico da Universidade da Virgínia e um dos autores do estudo, a estratégia pode ser especialmente útil para pessoas mais vulneráveis.

“Ainda existem grupos que correm risco real com a Covid, e essa pode ser uma opção importante após a exposição”, afirmou à Nature.

O tratamento foi considerado bem tolerado, sem efeitos colaterais relevantes e com perfil de segurança semelhante ao do placebo.

Quem pode se beneficiar

O estudo envolveu mais de 2 mil participantes e foi conduzido entre junho de 2023 e setembro de 2024. Os voluntários iniciaram o uso do medicamento em até 72 horas após o contato com alguém infectado.

A proposta de usar antivirais como forma de prevenção após exposição já vinha sendo testada desde o início da pandemia, mas os resultados anteriores foram inconclusivos. Outros medicamentos não conseguiram demonstrar benefício claro nesse contexto.

Agora, com o ensitrelvir, os pesquisadores conseguiram evidências mais robustas. Mesmo assim, ainda é necessário que seja discutido quais grupos devem ser priorizados.

Pessoas idosas, com doenças pré-existentes ou que utilizam medicamentos que afetam o sistema imunológico estão entre os principais candidatos. Profissionais de saúde também podem se beneficiar, já que estão mais expostos ao vírus no dia a dia.

Apesar da redução dos casos mais graves nos últimos anos, a Covid-19 continua circulando e ainda causa hospitalizações e mortes. Para os pesquisadores, ter uma opção de prevenção após contato direto com o vírus pode ajudar a reduzir esse impacto, especialmente entre quem corre mais risco de complicações.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?