Com testes e vacina, Cingapura é o melhor país para se viver na pandemia

País lidera o ranking elaborado pela agência Bloomberg sobre a resiliência no enfrentamento da Covid-19

atualizado 13/05/2021 20:15

pessoas covid coronavírus máscaraADA YOKOTA/GETTY IMAGES

Quais são as boas práticas que colocaram Cingapura no topo do ranking de melhor país para se viver na pandemia?  Na semana passada, o país asiático liderou o ranking da agência Bloomberg de resiliência para a Covid-19, à frente da Nova Zelândia, que vinha dominando a lista por meses.

O ranking considera fatores como números de casos notificados, internações, liberdade de movimento das pessoas e abertura de comércio, entre outros. 

O status de Cingapura como o melhor país para se viver foi pavimentado por uma campanha de vacinação disparada depois de conter a disseminação do vírus com duras restrições de fronteira e um sistema de testagem e rastreamento que garante que as pessoas infectadas cumpram o necessário isolamento social.

Desde o início da pandemia, em março de 2020, Cingapura teve um total de 61,4 mil casos de infecção por coronavírus e um total de 31 mortes por Covid-19, a última delas registrada no dia 1º de maio de 2021.

Regras estritas de viagem e segurança de fronteiras significam que os casos importados raramente se espalham, com os passageiros que chegam sendo imediatamente isolados. O lockdown de dois meses no início da pandemia também foi uma medida eficiente para o controle da transmissão do vírus. 

As máscaras são obrigatórias em todos os lugares em Cingapura mesmo ao ar livre. O distanciamento social virou regra: mesmo com a abertura de comércio e restaurantes, existe um limite de 8 pessoas por grupo e é solicitado o cadastro em um aplicativo de rastreamento de contatos. 

Aproximadamente metade da população do país já está vacinada. Essa estatística se deve em parte a uma pequena população (cerca de 6 milhões de pessoas), mas também à implementação bem feita do programa de imunização. Os moradores do país também demonstram uma grande confiança nas orientações do governo e uma baixa desconfiança em relação à eficácia das vacinas

De acordo com o ranking da agência Bloomberg, o Brasil aparece desde o início de abril como o pior lugar para se estar na pandemia de Covid-19 entre os 53 países avaliados.

 

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