Cientistas investigam se célula T pode promover imunidade de longo prazo

Pesquisadores de Singapura que estudam a Covid-19 identificaram a célula protetora em todos os pacientes da epidemia da Sars, em 2003

atualizado 16/07/2020 14:47

Imagem-coronavírus-SarsCov2_NiaidNiaid/Reprodução

Um estudo realizado por pesquisadores de Singapura, com 23 pessoas infectadas pelo Sars — vírus da mesma família do novo coronavírus — na epidemia de 2003, encontrou células protetoras contra uma nova invasão dele mesmo, 17 anos após a infecção, sugerindo que elas continuariam protegendo esses indivíduos. Os dados levantaram a hipótese de que pacientes da Covid-19 poderiam ter uma resposta imunológica semelhante com o Sars-CoV-2.

As evidências do potencial das células T — um tipo de linfócito encontrado no sangue, cuja função é identificar e destruir células infectadas — foram publicadas nesta quarta-feira (15/7), na revista científica Nature. Os pesquisadores observaram que todos os pacientes ainda apresentam as células de memória no organismo até os dias atuais.

Pesquisas recentes, como a da King’s College de Londres, na Inglaterra, publicada em versão preliminar no site medRxiv, no sábado (11/7), sugerem que as respostas dos anticorpos ao Sars-CoV-2 dura poucos meses. No entanto, diferente dos anticorpos, a célula T, que só pode ser encontrada em exame de sangue, tem tempo de vida muito mais longo.

Enquanto os anticorpos se ligam ao vírus para neutralizá-lo antes que ele se ligue às células saudáveis, as células T agem diretamente nas células infectadas pelo novo coronavírus para impedir que ele se espalhe para as que ainda estão saudáveis.

“Compreender a distribuição, frequência e capacidade de proteção de células T reativas cruzadas Sars-CoV-2 estruturais ou não estruturais pré-existentes pode ser de grande importância para explicar algumas das diferenças nas taxas de infecção ou patologia observadas durante esta pandemia”, dizem os autores no estudo.

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