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ChatGPT ou consulta médica virtual? Estudo avalia qual responde melhor

Pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram a qualidade dos conselhos dados a pacientes por inteligência artificial e por médicos

atualizado

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1 de 1 telemedicina - Foto: Pexels/Reprodução

A pandemia da Covid-19 e a necessidade de isolamento aceleraram o processo de implementação dos serviços de assistência médica virtual em todo o mundo. Ao mesmo tempo, programas de inteligência artificial (IA), como o ChatGPT, ganharam popularidade entre o público que busca por conselhos de saúde rápidos. A novidade divide a opinião de profissionais de saúde.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, compararam as respostas escritas de médicos e do ChatGPT para questões de saúde do mundo real publicadas no fórum AskDocs do Reddit, para avaliar a qualidade do conteúdo e a empatia no tratamento com o paciente. Os resultados foram publicados na sexta-feira (28/4), na revista JAMA Internal Medicine.

O AskDocs é uma plataforma com aproximadamente 452 mil membros que fazem as mais variadas perguntas médicas e profissionais de saúde licenciados enviam respostas. Cerca de 200 perguntas enviadas ao site foram selecionadas de forma aleatória pelos pesquisadores.

Um painel com três profissionais de saúde avaliou as respostas fornecidas por médicos de verdade e pela inteligência artificial – sem saber a origem das respostas. Eles preferiram as respostas do ChatGPT em 79% dos casos e as classificaram como de melhor qualidade por serem mais claras, completas e empáticas.

As respostas de qualidade boa ou muito boa foram 3,6 vezes maiores para o ChatGPT do que para os médicos. As explicações da inteligência artificial ganharam uma pontuação média de 4 para qualidade e 4,67 para empatia, enquanto as de médicos receberam 3,33 e 2,33, respectivamente.

“As mensagens do ChatGPT continham informações diferenciadas e precisas que geralmente abordavam mais aspectos das perguntas do paciente do que as respostas do médico”, avaliou a enfermeira e co-autora do estudo, Jessica Kelley.

O professor John W. Ayers, principal autor do estudo, pondera que os médicos são sobrecarregados por uma enxurrada de mensagens eletrônicas de pacientes em busca de aconselhamento para a saúde, o que contribuiu para níveis recordes de esgotamento nos últimos anos.

“As oportunidades para melhorar a saúde com IA são enormes. O cuidado aumentado por inteligência artificial é o futuro da medicina”, afirma Ayers. O pesquisador também é vice-chefe de inovação da Divisão de Doenças Infecciosas e Saúde Pública Global da Escola de Medicina da UC.

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