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Casos de meningite aumentam no país: saiba sintomas e como se prevenir

Casos e mortes por meningite meningocócica sobem em 2025 e especialistas reforçam que a vacinação e o diagnóstico precoce são essenciais

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Ilustração da Meningitis bacteria. Metrópoles
1 de 1 Ilustração da Meningitis bacteria. Metrópoles - Foto: KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images

O Brasil registra crescimento no número de casos de doença meningocócica, uma das formas mais graves de meningite. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, foram confirmados 749 casos e 131 mortes, com média de 82 ocorrências por mês, número superior ao registrado em 2024, que teve 68 casos mensais.

O cenário acende o alerta para a importância da vacinação e do diagnóstico precoce.

Infecção grave e de rápida evolução

A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, fungos ou bactérias. Entre as formas bacterianas, a meningite meningocócica, provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, é considerada a mais perigosa pela sua rápida evolução e alta taxa de letalidade.

Segundo a infectologista Rosana Richtmann, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o número de casos tem aumentado em comparação aos anos anteriores, mas a taxa de letalidade permanece alta, em torno de 20%.

Ela explica que parte desse crescimento pode estar relacionado à ampliação da capacidade de diagnóstico. “Hoje há uma vigilância mais ativa e o uso de testes moleculares permite identificar com mais precisão o agente causador. Isso faz com que mais casos sejam detectados e notificados”, afirma.

A médica reforça que o diagnóstico rápido e o início imediato do tratamento são fundamentais para reduzir o risco de morte e de sequelas. “O atendimento precoce faz toda a diferença no desfecho do paciente”, completa.

Sintomas da meningite

Os sintomas da meningite podem aparecer entre dois e dez dias após o contato com o agente infeccioso, geralmente entre o terceiro e o quarto dia. Febre alta repentina, dor de cabeça forte, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos e sensibilidade à luz são alguns dos sinais de alerta.

A doença pode atingir pessoas de todas as idades, mas é mais comum em crianças menores de um ano e em adolescentes e jovens adultos. Estes últimos podem carregar a bactéria sem apresentar sintomas e, por isso, se tornam transmissores silenciosos.

Vacinação ainda é a principal proteção

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. O Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece gratuitamente vacinas contra quatro sorogrupos da bactéria — A, C, W e Y. As doses são aplicadas em crianças de 3 e 5 meses, com reforço aos 12 meses, e em adolescentes de 11 a 14 anos.

Na rede privada, há também a vacina contra o sorogrupo B, que tem sido o principal causador da doença no Brasil. As sociedades médicas recomendam a aplicação das vacinas ACWY e B em bebês e reforços na adolescência.

“Somente com ampliação da cobertura vacinal e inclusão de novas vacinas conseguiremos mudar esse cenário”, ressalta Rosana.

Falta de informação e hesitação vacinal preocupam

Para Suelen Caroline, presidente da Associação Brasileira de Combate à Meningite (ABCM), o aumento dos casos é reflexo direto da desinformação. “Esse cenário é extremamente preocupante e mostra a falta de informação real sobre a doença e sobre a importância da prevenção por vacinas”, diz.

Ela aponta que fake news e hesitação vacinal continuam sendo barreiras importantes. “Precisamos divulgar os dados com responsabilidade, não para causar medo, mas para conscientizar. A realidade precisa ser mostrada para que cada pessoa entenda a gravidade da meningite e saiba que é uma doença prevenível”, afirma.

Suelen reforça que a comunicação clara e contínua é essencial. “A ampliação da vacina ACWY no Sistema Único de Saúde (SUS) e a existência de vacinas disponíveis na rede privada são informações que precisam chegar à população. É com informação que garantimos o direito à prevenção”, conclui.

Além da vacinação, hábitos simples ajudam a reduzir o risco de transmissão. Lavar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, manter os ambientes ventilados e evitar aglomerações são importantes para evitar a infecção.

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