Carcinoma de células escamosas “in situ”: entenda câncer de Bolsonaro

Exames de ex-presidente mostram presença de câncer de pele em lesões retiradas no último domingo. Entenda o que quer dizer o laudo

atualizado

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Jair Bolsonaro passa mal e é levado às pressas para hospital do DF Metropoles 4
1 de 1 Jair Bolsonaro passa mal e é levado às pressas para hospital do DF Metropoles 4 - Foto: Michael Melo/Metrópoles @michaelmelo

Após realizar exames para verificar lesões suspeitas no corpo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi diagnosticado com carcinoma de células escamosas “in situ”, um tipo de câncer de pele superficial e localizado. O boletim foi divulgado na tarde desta quarta-feira (17/9) pelo Hospital DF Star, em Brasília.

O câncer acontece na camada mais superficial da pele e dificilmente consegue penetrar o corpo e invadir o organismo. A condição raramente causa metástases, porém, em casos em estágios mais avançados e lesões extensas, o espalhamento para outros órgãos pode ser observado.

Segundo a oncologista Gabrielle Scattolin, a lesão é considerada pré-maligna. “O carcinoma de células escamosas in situ precisa ser tratado com remoção cirúrgica, mas as chances de cura são de 100% se for completamente removido”, explica a profissional membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Quando as lesões são retiradas precocemente, o prognóstico é considerado bom. Dependendo da extensão da lesão, a condição pode causar sequelas estéticas. O risco maior é sem tratamento: caso não seja retirado, o câncer pode evoluir e invadir tecidos mais profundos.

“Nesse momento, a vigilância é pela possibilidade de novos carcinomas. Esse tipo de lesão, no geral, aparece em uma pessoa que se expôs demais ao sol e essa exposição não foi pontual na área onde surgiu o carcinoma”, explica a dermatologista Thaís Bello, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e especializada em Oncologia Cutânea.

Foto colorida de médica olhando pinta escura com lupa para detectar câncer - Metrópoles
Um diagnóstico médico rápido eleva as chances de recuperação do câncer de pele

Como reduzir o risco de câncer de pele?

  • A cada 10 casos de melanoma, nove estão vinculados à exposição solar.
  • Observar alterações incomuns na pele, como pintas novas ou mudanças em características existentes, também é importante.
  • Sinais e manchas atípicas devem ser avaliados por profissionais de saúde.
  • O Cancer Research UK recomenda três medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele.
  • Elas incluem: ficar na sombra em horários de maior incidência de raios UV (entre 11h e 15h); cobrir-se com roupas adequadas e usar óculos de sol e chapéus de abas largas; e aplicar protetor solar regularmente, com FPS 30, no mínimo.

Câncer de pele superficial

O Manual MSD, referência para literatura médica, explica que a lesão causada pelo carcinoma de células escamosas costuma ser vermelho-amarronzada, podendo surgir de forma individual ou múltipla. Os ferimentos se assemelham aos causados por dermatite ou psoríase.

Geralmente, a condição ocorre por causa da exposição contínua à radiação ultravioleta (UV) do sol ou a câmaras de bronzeamento. A incidência da lesão é maior em pessoas de pele clara.

“Indivíduos de pele clara têm menor quantidade de melanina, o pigmento que ajuda a proteger contra os efeitos da radiação UV. Por isso, apresentam maior vulnerabilidade ao dano solar”, esclarece o médico oncologista Márcio Almeida, que atende em Brasília.

Bolsonaro ainda está com os pontos do procedimento cirúrgico e deve retornar ao hospital em duas semanas para retirá-los. Segundo o boletim médico, ele será acompanhado por médicos e reavaliado periodicamente.

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