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Câncer: veja os sintomas dos 6 tipos mais comuns no Brasil

Instituto Nacional de Câncer estima que o Brasil terá 704 mil novos casos da doença por ano. Diagnóstico precoce aumenta chances de cura

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Imagem colorida mostra médica aconselhando paciente durante diagnóstico - Metrópoles
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Cerca de 704 mil novos diagnósticos de câncer devem ser feitos anualmente no país entre 2023 e 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). O novo relatório Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, publicado na quarta-feira (23/11), destaca os tipos com maior incidência.

Segundo o relatório, o câncer de pele não melanoma, de mama feminino, de próstata, de cólon e reto, de pulmão e de estômago são os que farão maior número de vítimas nos próximos anos. Na avaliação do oncologista Cristiano Resende, as informações do levantamento devem ser usadas para educar a população, principalmente a respeito dos fatores de risco e sintomas dos tumores mais prevalentes.

“A maior parte deles é passível de prevenção ajustando os hábitos de vida e realizando exames periódicos com vistas ao diagnóstico precoce”, afirma Resende, da Oncoclínicas Brasília.

O Inca organiza a publicação das estimativas de câncer desde 1995, com metodologia semelhante a usada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela International Agency for Research on Cancer (IARC) em trabalhos de maior abrangência.

Obter o diagnóstico precoce, com a identificação dos sintomas no estágio inicial, dá ao paciente a chance de realizar tratamentos menos invasivos e aumenta as possibilidades de cura.

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Conheça os sintomas dos cinco tipos de câncer mais comuns no Brasil:

Pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no país entre homens e mulheres. O Inca estima que 31,3% de todos os casos da doença diagnosticados nos próximos três anos serão desse tipo.

A exposição solar ou por outras fontes de radiação ultravioleta, como câmaras de bronzeamento artificial, é o principal fator de risco. A doença acomete principalmente pessoas com mais de 40 anos, de pele clara, com histórico de exposição solar crônica, história familiar ou pessoal de câncer de pele ou de outras doenças cutâneas.

Os principais sintomas são feridas ou manchas que não cicatrizam ou sangram facilmente. Elas podem descamar, coçar ou arder. “A melhor forma de prevenção é ter o hábito de utilizar filtros solares e vestimentas adequadas, como bonés, chapéus, óculos escuros e roupas com proteção UV”, afirma o oncologista. Também é indicado evitar a exposição prolongada ao sol no período das 10h às 16h.

Mama feminina

O câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres (10,5% dos casos), depois do de pele não melanoma. Elas devem ficar atentas ao surgimento de nódulos na mama ou axila, alterações na pele – como vermelhidão, inchaço e aspecto de casca de laranja –, retração do mamilo e surgimento de líquido claro ou com sangue.

“O câncer de mama é uma doença curável quando ocorre o diagnóstico precoce. Além disso, possuímos um excelente método de rastreamento que é a mamografia”, afirma o oncologista Cristiano Resende.

O exame deve ser feito anualmente em mulheres a partir dos 40 anos. Os principais fatores de risco são obesidade, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, exposição aumentada a hormônios e fatores hereditários.

Próstata

O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (10,2%), atrás apenas do de pele não melanoma. O risco é maior depois dos 50 anos ou entre pessoas com histórico familiar da doença.

Ele é um dos tipos mais assintomáticos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Além disso, muitas vezes os sintomas são atribuídos a outras patologias. Nos estágios mais avançados, os pacientes sentem necessidade frequente de urinar, dificuldade em iniciar ou interromper a micção e fluxo fraco ou interrompido de urina.

Também se queixam de dor ou ardor, dificuldade para ter uma ereção, ejaculação dolorosa, sangue na urina ou no sêmen, dor frequente e rigidez na parte inferior das costas, quadris ou coxas.

Cólon e reto

O câncer de cólon e reto, também conhecido como colorretal ou de intestino, representa 6,5% dos diagnósticos. O tumor é tratável, com alta taxa de cura quando detectado precocemente.

Os indivíduos devem investigar a possibilidade de câncer caso sintam com recorrência dificuldade para evacuar ou apresentam sangue nas fezes, diarreia, constipação intestinal, dor abdominal, fraqueza e anemia. O emagrecimento sem causa aparente também pode ser um sinal.

Pulmão

O câncer de pulmão é responsável por 4,6% dos casos anuais de tumores. O tabagismo e a exposição passiva ao tabaco são os mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento da doença, que se manifesta essencialmente com sintomas respiratórios.

Os pacientes frequentemente se queixam de falta de ar e desenvolvem tosse persistente, escarro com sangue, rouquidão e dor no peito. Também podem apresentar sintomas gerais como perda de peso, fraqueza e falta de apetite.

Estômago

O quinto câncer mais comum é o de estômago. Também conhecido como câncer gástrico, ele responsável por 3,1% de todos os casos e se desenvolve lentamente no corpo.

Os sintomas mais comuns deste tipo de câncer são falta de apetite, perda de peso, dor abdominal e desconforto no abdômen, normalmente acima do umbigo. Estufamento do abdômen após uma refeição leve, azia ou indigestão, náuseas e vômitos também podem indicar câncer de estômago.

Outros sinais são inchaço ou acúmulo de líquido no abdômen, sangue nas fezes e anemia.

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