Artista usa maquiagem para mostrar como seria dor da endometriose

A maquiadora Andrea Baines, 34 anos, tentou ilustrar as cicatrizes que a doença deixaria caso marcasse o corpo externamente

atualizado 16/12/2019 14:32

Reprodução

Uma artista usou técnicas de maquiagem para ilustrar como seria a endometriose se a doença deixasse marcas visíveis. A intenção de Andrea Baines, de 34 anos, era retratar a dor traumática com a qual convive devido à condição incapacitante.

Nas discrição dela, a dor é como uma agulha afiada “sendo raspada contra os órgãos internos”. Baines pintou feridas sangrando no estômago da modelo Rachel Berwick, de 28, que também sofre com o problema.

As duas relatam que a endometriose provoca dor na hora do sexo, dificuldade para engravidar e fadiga crônica. A condição faz com que tecidos semelhantes ao revestimento do útero cresçam em outros locais, como ovários, revestimento pélvico e trompas de Falópio.

A cada ciclo menstrual, as células do tecido endometrial reagem como as do tecido do útero, que vão se acumulando, quebrando e causando sangramento. Como ele não tem para onde escapar, fica preso no corpo, causando dor e cicatrizes. A endometriose atinge 175 milhões de mulheres em todo o mundo.

Os sintomas mais comuns são ciclo menstrual forte, dor na região pélvica, dor durante o sexo e sangramento entre as menstruações. Muitas mulheres não são diagnosticadas por pensarem que o fluxo forte é normal.

Determinada a aumentar a conscientização sobre a endometriose, a maquiadora disse: “Pode ser extremamente isolado viver com uma condição que ninguém pode ver. É traumático o suficiente para a mulher lidar com a dor sem sentir que está mentindo sobre sua condição”.

Na adolescência, Andrea achava que seus ciclos menstruais fortes ​​e extremamente dolorosos eram normais e algo com que uma mulher tinha que lidar. Aos 21 anos, ela estava perdendo tanto sangue durante o período que desenvolveu anemia por deficiência de ferro e desmaiou.

Quando foi diagnosticada com endometriose, sentiu-se completamente no escuro sobre o que exatamente significava, pois existe falta de entendimento sobre a condição.

“Eu acho que alguns médicos estão realmente atrasados ​​quando se trata de endometriose e eles não acreditam na extensão da doença e tudo o que ela pode fazer no corpo. Há uma tendência a agrupá-la com dores menstruais, das quais está longe. Um clínico geral praticamente me chamou de mentirosa e disse que a dor estava na minha cabeça“, relata. (Com informações do Daily Mail

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