Anvisa aprova nova indicação para vacina nonavalente contra HPV

Decisão amplia uso da vacina Gardasil 9 para prevenção de cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço em pessoas de 9 a 45 anos

atualizado

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Vacina contra HPV na mão do médico. Metrópoles
1 de 1 Vacina contra HPV na mão do médico. Metrópoles - Foto: anilakkus/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na terça-feira (10/2), nova indicação terapêutica para a vacina Gardasil 9. Com a decisão, o imunizante passa a ter autorização formal para prevenir cânceres de orofaringe, cabeça e pescoço relacionados aos nove tipos de HPV cobertos pela vacina.

Até então, esses tumores não constavam explicitamente na bula como indicação aprovada. Porém, uma “nova indicação” não significa que a vacina mudou de composição.

Significa que a Anvisa analisou dados científicos apresentados pela fabricante e autorizou oficialmente o uso do produto para prevenir mais um grupo de doenças. No caso da Gardasil 9, a bula já incluía a prevenção de:

  • câncer do colo do útero;
  • câncer da vulva;
  • câncer da vagina;
  • câncer do ânus;
  • lesões pré-cancerosas;
  • verrugas genitais;
  • infecções persistentes causadas por tipos oncogênicos do HPV.

Agora, passam a constar também os cânceres de orofaringe e de cabeça e pescoço.

A vacina Gardasil 9 (nonavalente) protege contra nove tipos de HPV: 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, cobrindo cerca de 90% dos tipos de HPV causadores de câncer.

Quem pode receber a vacina com a nova indicação

A autorização vale para pessoas de 9 a 45 anos de idade, incluindo homens e mulheres. A agência destaca que a vacinação é mais eficaz quando realizada antes do início da vida sexual, já que o HPV é transmitido principalmente por contato sexual. Isso porque a vacina atua prevenindo a infecção pelos tipos de HPV. Ela não trata infecções já existentes.

Os cânceres de orofaringe — que atingem regiões como base da língua e amígdalas — e outros tumores de cabeça e pescoço podem estar associados a infecções persistentes por HPV.

Segundo a nota publicada, a aprovação da Anvisa se baseia na capacidade da vacina de induzir resposta imunológica robusta contra os tipos virais oncogênicos e na prevenção da infecção persistente por esses vírus. A infecção persistente é considerada etapa fundamental no desenvolvimento de câncer relacionado ao HPV.

A medida amplia o escopo de prevenção do produto e reforça o papel da vacinação como estratégia contra diferentes cânceres relacionados ao HPV, dentro da faixa etária de 9 a 45 anos autorizada pela Anvisa .

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