ANS inclui remédios contra lúpus no rol de coberturas obrigatórias

Decisão amplia acesso a terapias modernas para pacientes de planos de saúde com lúpus eritematoso sistêmico no Brasil

atualizado

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Lúpus, Lúpus Eritematoso Sistêmico. Doença autoimune. Distúrbios do sistema imunológico. Estetoscópio médico e palavra escrita em blocos de madeira, fundo azul pastel, espaço para texto.
1 de 1 Lúpus, Lúpus Eritematoso Sistêmico. Doença autoimune. Distúrbios do sistema imunológico. Estetoscópio médico e palavra escrita em blocos de madeira, fundo azul pastel, espaço para texto. - Foto: Getty Images

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou em 15 de setembro a inclusão de dois medicamentos contra o lúpus no rol de procedimentos obrigatórios a serem cobertos pelos planos de saúde.

O anifrolumabe e o belimumabe estarão disponíveis para beneficiários de planos de saúde a partir de 3 de novembro de 2025. A estimativa é que cerca de 2 mil pessoas sejam beneficiadas com a medida. São pacientes adultos que apresentam crises frequentes da doença, mesmo sob terapia padrão.

É a primeira vez que medicamentos para tratamento exclusivo de lúpus são incluídos no rol de coberturas obrigatórias. O rol define quais tratamentos devem ser custeados pelas operadoras.

O que é o lúpus?

O lúpus eritematoso sistêmico é uma condição autoimune crônica. A doença pode inflamar tecidos e órgãos, causar dores e limitar atividades cotidianas. Quando não controlada, pode levar a afastamento do trabalho, dificuldades sociais e risco de complicações graves.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, o lúpus eritematoso sistêmico afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil. O número exato ainda é desconhecido, pois faltam estudos epidemiológicos amplos para medir o impacto real da condição no país.

A doença atinge principalmente mulheres entre 20 e 45 anos. Crianças e idosos são menos afetados. Homens, quando diagnosticados, apresentam mais risco de problemas renais. A prevalência é maior em pessoas negras do que em brancas, no Brasil e em outros países.

“Essas inclusões são muito significativas, pois o lúpus é uma doença complexa, que não tem cura. Se temos no país opções de medicamentos que possibilitam o controle da doença e que garantem uma boa qualidade de vida para o paciente, isso precisa estar disponível para o consumidor”, disse o diretor-presidente da ANS, Wadih Damous.

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