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Saúde

Animal pode ser o causador de surto de hanseníase nos Estados Unidos

Autoridades de saúde da Flórida acreditam que uma espécie de tatu pode ser a causadora de 17 casos registrados da doença infecciosa

30/07/2026 16:16, atualizado 30/07/2026 16:53
Freepik
Foto colorida de mãos humanas com manchas - Metrópoles

Com 17 casos de hanseníase, doença de Hansen, registrados na Flórida até esta quarta-feira (29/7), autoridades de saúde local suspeitam de que o motivo do surto esteja vindo de tatus-de-nove-bandas, Dasypus novemcinctus, espécie conhecida por ter a doença, segundo a revista científica Smithsonian.

De acordo com informações de uma mídia regional, todos os casos relatados foram identificados na região central do estado norte-americano, nos condados de Brevard, Charlotte, Duval, Highlands, Lake, Lee, Manatee, Miami-Dade, Okeechobee, Orange, Seminole, St. Johns, Sumter e Volusia.

A doença infecciosa é causada principalmente pela bactéria Mycobacterium leprae e tem como característica provocar lesões na pele e nos nervos periféricos. Se não tratada, ela pode ocasionar incapacidades progressivas e permanentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A principal forma de contaminação é por meio de gotículas expelidas pelo nariz ou boca durante contato próximo com casos não tratados. No surto da Flórida, acredita-se que a infecção ocorra ao tocar ou segurar os animais.


Os principais sintomas da hanseníase são:

  • Úlceras ou feridas indolores na planta dos pés;
  • Nervos dilatados;
  • Fraqueza ou paralisia;
  • Perda de sobrancelhas ou cílios;
  • Perda de visão ou outros problemas oculares.

Segundo a Clínica Cleveland, comumente, a hanseníase é transmitida de pessoa para pessoa e existem quatro tipos da doença: tuberculoide, dimorfa, virchowiana e indeterminada.

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Conforme comunicado divulgado em dezembro de 2025 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), principal agência nacional de saúde pública dos Estados Unidos, a cada ano, até 225 pessoas são diagnosticadas no país, enquanto no mundo todo o número chega a 250 mil

Mesmo com o surto, o cirurgião-geral do estado da Flórida, Joseph Ladapo, relatou à mídia local que a população não precisa se preocupar, pois não é um problema de alta incidência.