Animal pode ser o causador de surto de hanseníase nos Estados Unidos
Autoridades de saúde da Flórida acreditam que uma espécie de tatu pode ser a causadora de 17 casos registrados da doença infecciosa

Com 17 casos de hanseníase, doença de Hansen, registrados na Flórida até esta quarta-feira (29/7), autoridades de saúde local suspeitam de que o motivo do surto esteja vindo de tatus-de-nove-bandas, Dasypus novemcinctus, espécie conhecida por ter a doença, segundo a revista científica Smithsonian.
De acordo com informações de uma mídia regional, todos os casos relatados foram identificados na região central do estado norte-americano, nos condados de Brevard, Charlotte, Duval, Highlands, Lake, Lee, Manatee, Miami-Dade, Okeechobee, Orange, Seminole, St. Johns, Sumter e Volusia.
A doença infecciosa é causada principalmente pela bactéria Mycobacterium leprae e tem como característica provocar lesões na pele e nos nervos periféricos. Se não tratada, ela pode ocasionar incapacidades progressivas e permanentes, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A principal forma de contaminação é por meio de gotículas expelidas pelo nariz ou boca durante contato próximo com casos não tratados. No surto da Flórida, acredita-se que a infecção ocorra ao tocar ou segurar os animais.
Os principais sintomas da hanseníase são:
- Úlceras ou feridas indolores na planta dos pés;
- Nervos dilatados;
- Fraqueza ou paralisia;
- Perda de sobrancelhas ou cílios;
- Perda de visão ou outros problemas oculares.
Segundo a Clínica Cleveland, comumente, a hanseníase é transmitida de pessoa para pessoa e existem quatro tipos da doença: tuberculoide, dimorfa, virchowiana e indeterminada.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaConforme comunicado divulgado em dezembro de 2025 pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), principal agência nacional de saúde pública dos Estados Unidos, a cada ano, até 225 pessoas são diagnosticadas no país, enquanto no mundo todo o número chega a 250 mil
Mesmo com o surto, o cirurgião-geral do estado da Flórida, Joseph Ladapo, relatou à mídia local que a população não precisa se preocupar, pois não é um problema de alta incidência.



