Anemia falciforme: saiba o que é e quais são os sintomas

Considerada uma doença hereditária, a anemia falciforme é caracterizada pela mutação dos glóbulos vermelhos do sangue

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de glóbulos vermelhos em formato de foice - Metrópoles - Foto: gettyimages – Artur Plawgo / Science Photo Library

A anemia falciforme é uma doença hereditária caracterizada pela mutação dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, contexto para o nome falciforme. Normalmente, essas células têm o formato de discos bicôncavos e, devido à alteração celular, elas se rompem mais facilmente, causando a anemia.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), esse tipo de patologia é mais comum em pessoas negras, atingindo cerca de 8% dessa população. Estima-se que, no Brasil, haja entre 60 mil e 100 mil pacientes com a doença.

Este tipo de anemia faz parte da doença falciforme (DF), sendo o subtipo mais grave. Segundo informações publicadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), indivíduos com essa enfermidade têm redução de 10 anos na expectativa de vida.

Segundo a onco-hematologista Andresa Melo, médica do Hospital Brasília, da rede Dasa no DF, esse tipo de doença costuma atrapalhar substancialmente a vida de quem tem o diagnóstico.
São crises de dor que acontecem em várias partes do corpo e que podem deixar sequelas, a depender do nível de obstrução”, explica.

Principais sintomas de Anemia Falciforme

  • Anemia crônica;
  • Fadiga;
  • Palidez;
  • Icterícia — na pele e nos olhos;
  • Crises de dores intensas — nos ossos e articulações;
  • Infecções frequentes;
  • Síndrome mão-pé em crianças;
  • Alto risco de AVC.

Tratamento para anemia falciforme

O principal protocolo de tratamento para anemia falciforme foca em aliviar as dores, prevenir infecções e reduzir complicações. Entre os medicamentos usados estão a hidroxiureia e o ácido fólico, além de transfusões de sangue, vacinação rigorosa, hidratação e, em casos específicos, transplante de medula óssea.

De acordo com o hematologista João Bosco de Almeida Neto, do Hospital Geral de Itapevi, em São Paulo,o exercício físico leve e moderado pode ser benéfico para pacientes que não possuam complicações crônicas graves decorrentes da doença falciforme.

Entre os benefícios, estão a melhora na capacidade muscular de troca de oxigênio e a diminuição dos níveis de lactato sanguíneo. Isto se traduz em melhor tolerância aos exercícios e melhor aproveitamento na vida em geral”, informa.

A doença tem cura?

Até a descoberta dos pesquisadores Swee Lay Thein, do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI), e Stuart Orkin, da Universidade de Harvard, que utilizam o Casgevy — tratamento que utiliza a ferramenta de edição genética conhecida como CRISPR para enfrentar a anemia falciforme e a beta-talassemia —, a cura para a anemia falciforme só é possível por meio do transplante de células-tronco hematopoiéticas, que são capazes e se autorrenovar em todas as células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas) e são a base para o transplante de medula óssea.

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