Anemia falciforme: saiba o que é e quais são os sintomas
Considerada uma doença hereditária, a anemia falciforme é caracterizada pela mutação dos glóbulos vermelhos do sangue
atualizado
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A anemia falciforme é uma doença hereditária caracterizada pela mutação dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, contexto para o nome falciforme. Normalmente, essas células têm o formato de discos bicôncavos e, devido à alteração celular, elas se rompem mais facilmente, causando a anemia.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), esse tipo de patologia é mais comum em pessoas negras, atingindo cerca de 8% dessa população. Estima-se que, no Brasil, haja entre 60 mil e 100 mil pacientes com a doença.
Este tipo de anemia faz parte da doença falciforme (DF), sendo o subtipo mais grave. Segundo informações publicadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), indivíduos com essa enfermidade têm redução de 10 anos na expectativa de vida.
Segundo a onco-hematologista Andresa Melo, médica do Hospital Brasília, da rede Dasa no DF, esse tipo de doença costuma atrapalhar substancialmente a vida de quem tem o diagnóstico.
“São crises de dor que acontecem em várias partes do corpo e que podem deixar sequelas, a depender do nível de obstrução”, explica.
Principais sintomas de Anemia Falciforme
- Anemia crônica;
- Fadiga;
- Palidez;
- Icterícia — na pele e nos olhos;
- Crises de dores intensas — nos ossos e articulações;
- Infecções frequentes;
- Síndrome mão-pé em crianças;
- Alto risco de AVC.
Tratamento para anemia falciforme
O principal protocolo de tratamento para anemia falciforme foca em aliviar as dores, prevenir infecções e reduzir complicações. Entre os medicamentos usados estão a hidroxiureia e o ácido fólico, além de transfusões de sangue, vacinação rigorosa, hidratação e, em casos específicos, transplante de medula óssea.
De acordo com o hematologista João Bosco de Almeida Neto, do Hospital Geral de Itapevi, em São Paulo,o exercício físico leve e moderado pode ser benéfico para pacientes que não possuam complicações crônicas graves decorrentes da doença falciforme.
“Entre os benefícios, estão a melhora na capacidade muscular de troca de oxigênio e a diminuição dos níveis de lactato sanguíneo. Isto se traduz em melhor tolerância aos exercícios e melhor aproveitamento na vida em geral”, informa.
A doença tem cura?
Até a descoberta dos pesquisadores Swee Lay Thein, do Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue (NHLBI), e Stuart Orkin, da Universidade de Harvard, que utilizam o Casgevy — tratamento que utiliza a ferramenta de edição genética conhecida como CRISPR para enfrentar a anemia falciforme e a beta-talassemia —, a cura para a anemia falciforme só é possível por meio do transplante de células-tronco hematopoiéticas, que são capazes e se autorrenovar em todas as células sanguíneas (hemácias, leucócitos e plaquetas) e são a base para o transplante de medula óssea.
