Nutricionista alerta: má alimentação impacta os níveis de testosterona

A testosterona é o principal hormônio masculino; ajuda na vida sexual e no desenvolvimento de certas características dos homens

atualizado

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Alimentos e tempo de vida
1 de 1 Alimentos e tempo de vida - Foto: Getty Images

Entre os diversos hormônios presentes no corpo masculino, a testosterona é o principal. Produzida principalmente nos testículos, ela é peça-chave no desenvolvimento e preservação da massa muscular e na melhora da densidade óssea. Além disso, desempenha um papel vital na saúde reprodutiva masculina, desenvolvendo o indivíduo sexualmente, criando o desejo sexual e produzindo espermatozoides.

Diante de tamanha importância, é essencial ter hábitos que estimulem sua produção em níveis adequados. Entre eles, está a alimentação.

Quando feita de forma inadequada, ela pode favorecer o ganho de peso, aumento de gordura visceral, resistência à insulina, inflamação crônica de baixo grau e piora global da saúde metabólica, fatores indiretos que influenciam negativamente a presença do hormônio no organismo.

“Esse conjunto de alterações está fortemente associado à redução da testosterona, sobretudo em homens com sobrepeso e obesidade. Em outras palavras, o problema não costuma ser um alimento isolado, mas sim um padrão alimentar de baixa qualidade, mantido ao longo do tempo, que contribui para disfunções metabólicas capazes de repercutir no eixo hormonal”, explica a nutricionista Caroline Romeiro, membro do Conselho Federal de Nutrição (CFN).

Carolina explica que existem evidências consistentes na literatura médica apontando que a queda nos níveis de testosterona traz riscos à saúde. Mas o quadro pode ser resolvido com a perda de peso, o que tende a elevar a produção do hormônio novamente. “Dietas muito restritivas ou desequilibradas em macronutrientes também podem alterar concentrações hormonais em alguns contextos”, alerta a especialista.

A principal ligação entre o hormônio e a alimentação está nos nutrientes consumidos. É a partir deles que o metabolismo funciona de forma adequada, a depender da qualidade e quantidade. Quando desregulado, a saúde metabólica impacta o sistema hormonal como consequência.  

“Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras de baixa qualidade podem favorecer fatores que estão associados à redução dos níveis de testosterona. Além disso, o excesso de gordura corporal pode alterar o equilíbrio hormonal e reduzir a produção desse hormônio”, diz a endocrinologista Isabela Carballal, do Hospital Brasília Águas Claras.

Sinais de que a testosterona está baixa

  • Sensação de fadiga;
  • Diminuição da massa muscular;
  • Aumento da gordura corporal;
  • Alterações de humor;
  • Piora da saúde óssea;
  • Redução da libido;
  • Diminuição das ereções matinais;
  • Queda de energia ou motivação.

testículos
Alimentação influencia os níveis de testosterona de forma indireta

É comum que haja um declínio na produção de testosterona após os 40 anos, porém a obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada podem acelerar ou agravar a perda progressiva.

A qualquer sinal de baixa testosterona, é importante procurar um profissional para a avaliação. A maioria dos sintomas são inespecíficos e podem estar associados a outros motivos sem a perda do hormônio.

“Em muitos casos, esses sintomas coexistem com obesidade, sedentarismo, sono ruim e diabetes tipo 2, o que exige avaliação clínica cuidadosa”, aponta Carolina.

Importância de hábitos alimentares saudáveis

Não há uma receita mágica para melhorar a saúde hormonal a partir da alimentação. O segredo é priorizar a variação de alimentos nutritivos e aliar a ação com a prática regular de atividade física, hidratação adequada e ter um sono de qualidade. Entre os hábitos alimentares que devem ser seguidos ou não, estão:

  • Priorizar o consumo de frutas, hortaliças, feijões, grãos integrais, oleaginosas, azeite, proteínas de boa qualidade, como carnes magras e peixes;
  • Evitar alimentos ultraprocessados, bebidas açucaradas, excesso de açúcares livres e gorduras de pior qualidade, como a gordura trans.

De acordo com a nutricionista, também é importante não banalizar o tema e tratá-lo com seriedade. A maioria dos problemas hormonais podem ser tratados com um padrão alimentar saudável. Caso seja necessário, o profissional adotará outras medidas para a correção da condição. “A automedicação, o uso indiscriminado de testosterona e a adoção de dietas extremas podem trazer riscos”, ressalta Carolina.

“O cuidado com o estilo de vida tem impacto direto não apenas nos níveis hormonais, mas também na saúde geral e na qualidade de vida. Muitas vezes, melhorar hábitos de vida já é um passo importante para recuperar o equilíbrio hormonal”, reforça Isabela.

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