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4ª onda de Covid? Aumento de casos reforça importância da testagem

Distrito Federal está entre as unidades da federação com maior taxa de positividade nos últimos sete dias

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Naveen Sharma/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Homem faz Teste RT-PCR
1 de 1 Homem faz Teste RT-PCR - Foto: Naveen Sharma/SOPA Images/LightRocket via Getty Images

Com a tendência de alta do número de casos de coronavírus no país, abrindo a possibilidade de uma 4ª onda, a testagem se torna ainda mais importante. Os testes fornecem informações sobre o cenário de transmissão da doença, o que é imprescindível para o planejamento das ações de controle.

Levantamento realizado pela Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil, aponta 32% de positividade para Covid nas mais de 900 unidades da rede no país. A média semanal de resultados positivos em todas as unidades passou de 26,9% na semana de 13 a 19 de maio para 32,1% entre os dias 20 e 26 de maio.

O Distrito Federal está entre as cidades do país com maior taxa de positividade nos últimos sete dias, com um crescimento de 11 pontos percentuais. De 13 a 19/5, o DF apresentou 23,44% de resultados positivos e, entre os dias 20 e 26/5,  34,35%.

De acordo com o infectologista do Exame Medicina Diagnóstica/Dasa, David Urbaez, sempre que apresentar sintomas de infecção respiratória – tosse, coriza e dor de garganta – é essencial procurar o diagnóstico correto.

Entre os exames que devem ser feitos por pessoas com suspeita de Covid estão o PCR e o teste de antígeno, capazes de detectar o coronavírus ou parte dele, como o material genético. “O PCR foi o primeiro teste descrito e é considerado o padrão-ouro para diagnóstico da Covid”, destaca o infectologista.

Tipos de teste

O PCR é um teste que amplifica o material genético do vírus, possibilitando sua detecção. É um teste altamente específico e, raramente, apresenta resultado falso positivo. A detecção do vírus, no entanto, não garante que seja uma infecção ativa, pois o teste pode detectar fragmentos de vírus morto. De acordo com o infectologista, por esta razão, não é indicado como controle de cura ou para sair do isolamento.

Outra opção para detectar a doença é o teste de antígeno, que avalia a presença das proteínas virais. Esse teste, porém, é menos preciso. Ao optar pelo teste do antígeno, recomenda-se a realização seriada, ou seja, que se faça o teste a cada 3 dias.

Segundo David, os testes sorológicos não servem para o diagnóstico, apenas identificam se o indivíduo já teve contato com o vírus em algum momento ou se tomou a vacina.

Já sobre os testes rápidos (também chamados de autotestes), vendidos em farmácias, o especialista explica que é muito difícil saber se eles são confiáveis porque existem diversos tipos e marcas disponíveis hoje em dia. “É essencial pesquisar qual o teste a farmácia está oferecendo e, mais importante ainda, saber se o estabelecimento fez a validação”, orienta.

O infectologista enfatiza que é preciso reforçar a vacinação contra a Covid e lembrar que um bom esquema de imunização tem, pelo menos, três doses para a maioria das pessoas, e quatro para as imunossuprimidas. “Além disso, é ideal reforçar a proteção, baseada em comportamentos, como uso de máscaras em locais fechados, que é necessário não apenas pela pandemia, mas também para toda e qualquer transmissão de vírus respiratórios”, conclui o infectologista.

 

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