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São Paulo

Zig Festival: público relata superlotação em evento onde jovem morreu em SP

Festival aconteceu no último sábado (10/10) em casa de shows na zona oeste de SP. Público passou mal durante evento e uma pessoa morreu

14/10/2026 10:02
Reprodução/Instagram e X
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São Paulo — O Zig Festival, evento realizado na casa de espetáculos Audio, na zona oeste de São Paulo, na noite do útimo sábado (10/10), foi duramente criticado pelo público, que relatou ter enfrentado calor e superlotação para acompanhar shows de artistas como Slayyyter, Rochelle Jordan e INJI. Um jovem de 28 anos morreu após passar mal durante o evento.

“Cara, o que rolou na Zig ontem foi um absurdo. O espaço não tinha capacidade para aguentar o número de público. O sistema de refrigeração não funcionava, as rotas de fuga não estavam bem sinalizadas e isso poderia ter virado uma trágedia. Ganância acima de cuidado”, comentou uma pessoa identificada como João, que estava no evento.

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Vídeos que circulam nas redes sociais, mostram a casa de shows Audio lotada. Em publicações, internautas afirmam que precisaram assistir as apresentações das artistas de dentro do banheiro, por conta da quantidade de pessoas no local.

Por conta da superlotação, algumas pessoas relataram desmaios durante o festival e alguns precisaram de atendimento médico no local. “Eu apaguei no fim do show da Slayyyter, desmaiei e não cai porque nem os braços conseguia erguer. Vim de longe pra passar mal no show que eu queria tanto ver por calor, superlotação e falta de ventilação”, disse um usuário.

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Jovem morreu após passar mal

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de Pedro Higa, de 28 anos, que teria passado mal durante o Zig Festival e falecido posteriormente no hospital.

O pai do jovem registrou o caso, que é apurado como morte suspeita pelo 2º DP do Bom Retiro.

O que diz a organização do evento

Inicialmente, após receber críticas sobre a falta de estrutura, o grupo Zig, organizador do evento e conhecido por realizar festas e criar espaços dedicados à música alternativa e à comunidade LGBTQIA+, publicou uma nota no Instagram lamentando os problemas ocorridos.

A nota, publicada no feed da página do festival nessa terça-feira (13/10), também afirmava que a organização estava apurando “os fatos e manifestações recebidos a respeito do evento” e forneceram um endereço de e-mail para que o público encaminhasse suas reclamações.

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Depois que a morte do jovem de 28 anos veio à tona, a produtora publicou uma nova nota no Instagram lamentando o ocorrido e se solidarizando com a família. “A Zig nasceu para ser um espaço de inclusão, alegria e celebração, um lugar onde a comunidade LGBTQIA+ e todos que caminham com ela possam se encontrar. Nem de longe era assim que gostaríamos de estar falando com vocês hoje”.

“Por volta de 1h40, Pedro foi levado ao posto de atendimento médico do evento pelo bombeiro civil, onde recebeu pronto atendimento do médico responsável, conforme os protocolos de emergência. Em seguida, foi removido em ambulância UTI para a Santa Casa de São Paulo, onde chegou em menos de oito minutos. Infelizmente, apesar dos esforços das equipes médicas, ele não resistiu e faleceu no hospital“, detalhou a organização.

Ainda segundo o pronunciamento, o caso de Pedro teria sido a única “ocorrência que exigisse remoção hospitalar”.