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São Paulo

Zé Celso tomou sorvete e vibrou com conversa sobre ABL na véspera de incêndio, diz ator

O ator Ricardo Bittencourt disse que, na noite anterior ao incêndio, Zé Celso tomou sorvete e ficou feliz com menção sobre ABL

Jessica Bernardo06/07/2023 17:43, atualizado 06/07/2023 18:28
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Zé Celso

São Paulo — O ator Ricardo Bittencourt, que também estava no apartamento do José Celso Martinez no momento do incêndio, disse que ele e o diretor tinham passado a noite anterior comendo sorvete de cupuaçu e comemorando.

Os dois tinham recebido uma ligação da cantora Daniela Mercury dizendo que ela teria falado com Gilberto Gil para publicar a obra de Zé Celso pela Academia Brasileira de Letras (ABL). “A gente teve essa conversa assim: ‘Amanhã de manhã a gente vai acordar e escrever para Gil para deflagrar isso'”.

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O artista foi intubado
O marido do diretor, Marcelo Drummond, também ficou ferido
Dramaturgo tinha 86 anos
Zé Celso é um diretor, ator, dramaturgo e encenador brasileiro
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O marido do diretor, Marcelo Drummond, também ficou ferido
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O marido do diretor, Marcelo Drummond, também ficou ferido

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Dramaturgo tinha 86 anos
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Dramaturgo tinha 86 anos

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Zé Celso é um diretor, ator, dramaturgo e encenador brasileiro
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O apartamento do diretor foi interditado
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Segundo Bittencourt, Zé Celso ficou muito feliz com essa história. “Era uma coisa que ele queria há muito tempo”, afirmou.

Na tarde desta quinta (6/7), o ator se mostrou desconsolado. “Eu perdi a minha casa, meu irmão. É a minha família”, disse.

José Celso Martinez Corrêa, mais conhecido como Zé Celso, morreu aos 86 anos, na capital. Ele estava internado no Hospital das Clínicas, após um incêndio atingir o apartamento em que morava.

No incêndio, Zé Celso sofreu queimaduras de segundo grau no rosto, nas pernas e nos braços. Além dele e de Ricardo Bittencourt, outras duas pessoas que estavam no apartamento inalaram fumaça e estão sob observação médica.

A causa do incêndio ainda é investigada. Há a suspeita de que tenha começado pelo aquecedor, ligado pelo próprio dramaturgo.

Amigos se despedem

O atores Alexandre Borges e Regina Casé estiveram nesta quinta-feira (6/7) no Teatro Oficina para prestar homenagens ao dramaturgo. “O Zé mudou a minha maneira de representar, de ver o teatro”, afirmou Alexandre.

Ele foi convidado pelo dramaturgo para reabrir o Teatro Oficina em 1993, com a peça Hamlet. “Foi muito importante pra mim, uma libertação como ator”. No ano passado, os dois inauguraram a peça Esperando Godot.

A atriz Regina Casé  disse que conheceu Zé Celso em um momento de dúvida na carreira e que foi, através dele, que se descobriu a artista que é hoje.

“Eu acho que eu só sou o que eu sou, só fiz o que eu fiz, porque eu tive a chance de, naquele momento da minha vida, cruzar com a potência, a força avassaladora de criação do Zé”, disse Regina.

Para a atriz, São Paulo tem que deixar um presente para o artista. “O maior desejo do Zé é ver esse parque florescer. E é claro que não é pra ele, nem para o Oficina. Qual é a coisa que São Paulo mais precisa? De parque, de respirar, de ar.”

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