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Zambelli ignorou conselho de advogado que deixou de defendê-la

Condenada a 15 anos de prisão em dois casos que tramitam no STF, a deputada federal Carla Zambelli perdeu o advogado após sair do país

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1 de 1 Deputada federal Carla Zambelli PL-SP - Metrópoles - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Condenada no Supremo Tribunal Federal (STF), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi aconselhada por sua defesa a não fazer críticas abertas a ministros da Suprema Corte, o que, na visão dos advogados, aumentaria as chances de a parlamentar reverter a sua situação nos julgamentos.

Em maio, ela foi condenada a 10 anos de prisão por ter colaborado com o hacker Walter Delgatti Neto, que invadiu o sistema de informática do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os recursos de Zambelli e Delgatti foram recusados pelo STF na sexta-feira (6/6).

O ataque hacker teria incluído uma mandado de prisão do ministro do STF Alexandre de Moraes contra ele mesmo. As últimas frases do documento falso eram “publique-se, intime-se e faz o L”, acrescentando o slogan da campanha de 2022 do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos dizeres que, tradicionalmente, constam no fim dos ofícios de mandado de prisão.

A parlamentar nega que tenha participado do ataque cibernético, da adulteração de documentos e alega ser vítima de perseguição política.

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A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF
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Justiça da Itália julga extradição de Zambelli nesta terça-feira
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A deputada federal Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pelo STF
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Reprodução

Os ministros da Suprema Corte já haviam formado maioria, em março, para condená-la por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Esse caso se refere às vésperas das eleições de 2022, quando Zambelli, com uma pistola empunhada, perseguiu um apoiador de Lula. Neste caso, a parlamentar foi condenada a 5 anos e 3 meses de prisão.


A fuga de Zambelli

  • Carla Zambelli (PL-SP) revelou, em entrevista, que estava fora do país e não pretendia voltar.
  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão preventiva da parlamentar.
  • Após pedido de Moraes, o nome da parlamentar foi incluído na lista de foragidos da Interpol.
  • A parlamentar teria saído do país em 25 de maio, de carro, pela fronteira com a Argentina.
  • De Buenos Aires, Zambelli foi para os Estados Unidos, onde, segundo ela, foi procurar tratamento de saúde.
  • O destino final seria a Itália, já que a parlamentar também tem cidadania italiana.

Advogado de Michelle deixou a defesa

O advogado Daniel Bialski, que defende a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro (PL), em dois casos, deixou a defesa da deputada federal Carla Zambelli na terça-feira (3/6), após a parlamentar anunciar a saída do Brasil e o pedido de licença do mandato, a exemplo de Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que também tem mandato na Câmara dos Deputados pelo PL de São Paulo.

“Eu fui apenas comunicado pela deputada que estaria fora do Brasil para dar continuidade a um tratamento de saúde. Todavia, por motivo de foro íntimo, estou deixando a defesa da deputada, como já lhe comuniquei”, disse Bialski, em nota.

Bialski atua com Michelle em uma queixa crime de difamação, em que a ex-primeira-dama seria a vítima, e numa ação movida pela esposa de Jair Bolsonaro contra um jornalista, na qual pede indenização. Ele também defendia Michelle no caso das joias sauditas, mas deixou o caso em agosto de 2023 e, à época, também alegou motivos de “foro íntimo”.

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