Vídeo mostra vizinhos ameaçando mulher trans em conjunto habitacional

A vítima registrou um boletim de ocorrência e narrou os ataques nas redes sociais. Ela contou que foi xingada de “traveco” e ameaçada

atualizado

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Reprodução/Redes sociais
Imagem colorida de pessoas ameaçando mulher trans na porta de casa na zona leste de SP - Metópoles
1 de 1 Imagem colorida de pessoas ameaçando mulher trans na porta de casa na zona leste de SP - Metópoles - Foto: Reprodução/Redes sociais

Uyara Barbosa, uma mulher transexual, de 29 anos, publicou vídeos nas redes sociais, nesse final de semana, denunciando os vizinhos do conjunto habitacional onde mora, na zona leste de São Paulo, por transfobia e ameaça. Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso.

A vítima registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil e narrou os ataques sofridos em seu perfil do Instagram. Uyara contou que os vizinhos a chamaram de “traveco” em diversas oportunidades e que se juntaram para espancá-la.

Em uma postagem recente, é possível ver diversas pessoas, a maioria homens, ameaçando Uyara de morte atrás de uma grade da residência onde ela mora com a família, nesse domingo (19/4). As ameaças teriam começado após um suspeito xingar Uyara e ela ter respondido com um beijo e mostrado o dedo do meio.

 

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Um post compartilhado por Uyara (@uyaraaide)

“Passaram de todos os limites, vieram para cima de mim, me ameaçando de morte, tentaram invadir minha casa quando eu entrei para me proteger. Esse rapaz aqui, que eu não sei o nome, empurrou minha mãe no corredor, que tentou impedir ele de subir. Minha mãe é idosa, tem 74 anos, tem doença crônica nos ossos. Enfim, um show de horror e covardia se instaurou (sic). Sempre falavam de mim naquela rua, eu nunca dei ousadia e usaram um menor de idade para justificar o que sempre quiseram fazer comigo, que é querer me matar, porque eles são transfóbicos e eles não suportam ver a minha liberdade de ser quem eu sou”, lamentou a mulher na postagem.

Uyara explicou, em outro vídeo, que tudo começou no carnaval, quando um jovem, de 17 anos, morador do apartamento debaixo, jogou água nela no corredor do prédio. Ela relatou que pediu para o menino parar e cobrou uma atitude do pai dele, que alegou não poder fazer nada.

Depois desse dia, as provocações aumentaram, até um dia em que, ao chegar em casa, sozinha no portão, ouviu do mesmo menor e da namorada dele: “Esse traveco aí”. Uyara rebateu a ofensa e iniciou um bate-boca com o menor, até que outros homens, alguns maiores de idade, começaram a se juntar.

“Percebendo o perigo que eu estava correndo ali, eu puxei um canivete da bolsinha e fiquei segurando se caso alguém viesse para cima de mim”, narrou Uyara.

A jovem afirmou, no entanto, que após esse dia os vizinhos passaram a implicar com ela por empunhar uma faca para um menor de idade e reforçaram as ameaças. Um boletim de ocorrência foi registrado na 7ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), em Itaquera.

Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não respondeu até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto.

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