Virada Cultural: secretário defende descentralização e promete segurança
Totó Parente explicou o motivo pelo qual o centro de São Paulo recebe uma concentração maior de artistas de peso durante a Virada Cultural
atualizado
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Se preparando para mais uma edição da Virada Cultural, que acontece neste sábado (23/5) e domingo (24), o Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa de São Paulo Totó Parente rebateu, em entrevista exclusiva ao Metrópoles, a crítica de que o evento costuma receber sobre a concentração de atrações de peso no centro e, por consequência, a falta de estrutura de shows na periferia.
Com nomes como Marina Sena, Seu Jorge, 1VERSE e muito mais, o festival, que acontece anualmente, leva uma programação cultural que dura 24 horas para todas as regiões da capital paulista.
O secretário explicou que, mesmo com menos habitantes, a zona central da cidade recebe mais palcos, artistas maiores e uma estrutura melhor porque “a cidade se encontra no centro”.
“É no centro que a periferia se encontra. A Virada Cultural foi criada para ocupar o centro de São Paulo. É o único momento do ano que o Itaim Bibi se encontra com o Itaim Paulista, que o Jardins se encontra com o Parelheiros”, pontuou.
Outro ponto que costuma virar pauta na época do evento é a segurança durante a madrugada, principalmente na região central de São Paulo. Totó informou que, na edição deste ano, a Virada terá mais de 9 mil homens e mulheres nas ruas, além de 50 mil câmeras do SmartSampa.
O secretário garantiu que o público não precisa ter medo de ir para a Virada Cultural 2026.
“Eu posso dizer uma coisa com convicção: não tenha medo de vir na Virada. Pelo contrário, se você for uma pessoa que quiser divertir, quiser passear, pode vir que você vai passear tranquilo no centro. O contrário também vale. Se você quiser fazer mal feito, não venha que você será preso”, afirmou.
Totó Parente avalia que o legado da Virada Cultural dura mais do que o final de semana em que o evento acontece. Para ele, o festival é uma oportunidade das pessoas terem acesso aos artistas pela primeira vez.
“Quantas pessoas que vieram na Virada do ano passado conheciam a Liniker? E quantas passaram a conhecer? Quantas conheciam um grupo pequeno lá do Tatuapé ou do Grajaú? Então, essa integração, essa mistura deixa um legado também de conhecimento, de ouvir novos artistas, de conhecer novos artistas”, opinou Totó.
O secretário garante que esta edição da Virada será “um passeio lindo e maravilhoso no Centro. Uma Virada segura, inclusiva, ampla e diversa. Uma virada que é a cara de São Paulo, para todas as tribos, todas as cores e todas as nacionalidades”.
Parente também relatou que a Prefeitura de São Paulo aumentou o número de banheiros químicos da Virada para evitar os problemas do Carnaval. Segundo ele, o número subiu em 33% em relação ao festival do ano passado.
Vale lembrar que todas as estações do metrô de São Paulo estarão funcionando durante as 24 horas da Virada Cultural para embarque e desembarque, além das estações da CPTM, que estarão abertas para integração. A partir da 0h de domingo, o programa Domingão Tarifa Zero estará funcionando normalmente.
Virada Cultural é investimento?
Para o Secretário de Cultura, a Virada Cultural é um “investimento estratégico, é a economia na veia”. Ele destacou ao Metrópoles que “cultura rima com emprego e com melhoria de renda”.
Apesar de algumas pessoas denominarem a Virada como “um grande festival de entretenimento”, Totó Parente acredita que ela é uma política pública de primeira.
“Ela garante levar e promover cultura para a cidade inteira, dar acesso a shows de grande porte a quem não teria acesso, e, principalmente, promover os artistas da periferia de São Paulo”, disse.
Totó citou estudos preliminares da Fundação Getúlio Vargas que apontam que o evento de 24 horas movimenta mais de R$ 500 milhões em setores como hotelaria, bares, restaurantes e transporte de São Paulo. Ele informou que, só na programação artística, a Virada gerou mais de 10 mil empregos diretos.
Escolha dos artistas
O secretário explicou ao Metrópoles que a seleção dos artistas se deu após uma pesquisa que avaliou, durante um ano, o gosto musical do paulistano. Além do sertanejo, que, segundo Totó, é o gênero preferido da amostragem, eles quiseram, este ano, ampliar a programação para outros ritmos e idades.
Esta, inclusive, é a primeira vez que um grupo de K-pop vai se apresentar durante a Virada Cultural e que as escolas de samba vão abrir as quadras para o público.
“Vai ter [público] da geração Z à terceira idade, para todos os gostos, para a cidade inteira”, afirmou.
Totó Parente aposta que Marina Sena levará o recorde de público da edição de 2026 da Virada, posto que, no ano passado, foi ocupado por Liniker. Ele também destacou os shows de Seu Jorge, Joelma e Thiaguinho.














