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Vídeo: GCM diz a morador que “alta gestão” define local da Cracolândia

Declaração de GCM contraria afirmação do prefeito Ricardo Nunes, que disse que a gestão não determina para onde vai o fluxo da Cracolândia

atualizado

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William Cardoso/Metrópoles
Imagem colorida mostra a GCM no fluxo da Cracolândia - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra a GCM no fluxo da Cracolândia - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

São Paulo — Moradores da primeira quadra Rua dos Protestantes, local onde está concentrado o fluxo da Cracolândia, fizeram novo protesto contra a presença de usuários de drogas na via na noite desta sexta-feira (10/11).

O grupo de cerca de 20 pessoas fez uma barreira para impedir o avanço dos dependentes químicos na rua, mas a Guarda Civil Municipal (GCM) só tirou os usuários momentaneamente para a limpeza da via.

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Cobrado pelos moradores, que queriam a retirada dos usuários de drogas da rua, um GCM que teve a identidade preservada pela reportagem disse não poderia atender ao pedido porque quem decide o local onde os dependentes de crack devem ficar é a “alta gestão” da Prefeitura (veja abaixo).

“Isso aí é o secretário que define, é a alta gestão. Não é nem o chefe da GCM quem define. O governo tem que saber que isso aqui tá incomodando vocês. Meu conselho é que vocês façam reinvidicação, que é justo”, disse o GCM.

A declaração do GCM contradiz o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Na manhã desta sexta-feira, ele afirmou que acompanha a movimentação do fluxo da Cracolândia em tempo real, através de monitores em seu gabinete, e que a gestão municipal não determina para onde o fluxo pode ir, apenas indica locais onde ele não pode ficar.

“Para onde eles vão, a gente não tem como determinar, definir ‘vai para cá ou vai para lá’. Até porque, se eu tivesse forma de fazer isso, vou ser muito sincero com você, eu pediria que eles ficassem em um local bem longe de gerar incomodidade para as pessoas. Porque eles estão em uma condição de uso de dependência química e gerando incômodo para milhares de pessoas”, disse Nunes.

Após a declaração, o prefeito ressaltou que 2 mil pessoas com dependência química estão em tratamento médico na cidade e que as cerca de 1.200 pessoas que estão no fluxo poderiam se tratar, caso quisessem, porque há vagas, de acordo com Nunes.

Neste contexto, ele refez a frase sobre as mudanças de endereço da Cracolândia que provocam protestos dos moradores: “O que a gente tem é o acompanhamento. Eu queria falar: se eu pudesse falar para onde eles vão, eu diria que é o tratamento”.

Os usuários de drogas também relatam que as mudanças de local do fluxo acontecem por determinação da GCM.

Gilvan Cândido da Silva, um dos moradores da Rua dos Protestantes, reclama da ausência do poder público no local e da truculência da polícia: “É um absurdo. Tráfico de drogas rolando solto aqui e ninguém faz nada. Nós somos trabalhadores. Aí a gente reclama e a guarda civil usa bala de borracha, gás de pimenta, para isso eles são bons”.

Ele mora no local há 18 anos e diz que a GCM abriu um espaço entre a Rua dos Protestantes e a Estação da Luz para passar os usuários de drogas da Cracolândia.

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