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São Paulo

Em acordo com MPSP, vereador de Campinas confessa corrupção passiva

Vereador Zé Carlos (PSB) era investigado por pedir propina para renovar contratos de empresas terceirizadas na Câmara de Campinas

26/06/2025 15:52
Reprodução/Redes Sociais
vereador de campinas confessa corrupção mp

Investigado desde 2022, o vereador de Campinas Zé Celso (PSB) confessou o crime de corrupção passiva em um esquema montado na Câmara Municipal da cidade, no interior de São Paulo. A confissão foi feita por meio de um acordo de não persecução penal com o Ministério Público do Estado (MPSP).

No acordo, firmado no dia 10 de junho, o vereador afirmou que pedia propina para a renovação de contratos com empresas terceirizadas da Câmara enquanto era presidente da Casa. Ele revelou que os valores arrecadados eram destinados a si próprio.

O ex-secretário de Relações Institucionais da Câmara Rafael Creato também era investigado e confessou a prática. Com o acordo, ambos têm a punibilidade extinta. O benefício é concedido quando o investigado confessa formalmente uma infração penal sem violência e com pena mínima inferior a quatro anos.

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Segundo o MPSP, ficou acordado que Zé Carlos deverá pagar o equivalente a 100 salários mínimos de prestação pecuniária em 15 parcelas, totalizando R$ 151,8 mil. Já o ex-secretário deverá pagar o equivalente a 30 salários mínimos em 12 parcelas, no valor total de R$ 45.450.

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Procurados, os advogados dos dois investigados afirmaram que não se manifestarão em razão do caráter sigiloso do acordo.


Vereador foi investigado por corrupção passiva

  • Zé Carlos e Rafael Creato eram investigados pelo MPSP desde 2022, após denúncia do empresário Celso Palma, proprietário de uma empresa de telecomunicações responsável por operar a TV Câmara.
  • Palma revelou que o ex-presidente da Câmara e o ex-secretário solicitaram pagamento de propina para manter o contrato de prestação de serviços.
  • Ele entregou à promotoria gravações de reuniões e cópias de e-mails.
  • Em 25 de setembro de 2023, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPSP, apresentou denúncia contra o vereador e o ex-secretário por corrupção passiva.
  • Em agosto de 2023, Zé Carlos prestou depoimento à Promotoria, negando a acusação.
  • Agora, o vereador confessou o crime, o que possibilitou o acordo.
  • Em maio de 2023, o MPSP ajuizou ações cíveis pedindo a condenação de Zé Carlos e Creato por improbidade administrativa e reparações por danos morais coletivos. Os processos correm sob segredo de justiça.