USP repudia insinuações contra professor que atirou perto de sinagoga
A universidade ressaltou que a própria sinagoga afastou por completo que a ocorrência seria antissemita e repudiou as insinuações “maldosas”
atualizado
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A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) repudiou as insinuações maldosas e antissemitas feitas contra o professor que foi detido após disparar uma arma de chumbinho do lado de fora de uma sinagoga em Boston, nos Estados Unidos. Segundo a universidade, o evento envolvendo Carlos Pagano Botana Portugal Gouvêa ganhou dimensões desproporcionais.
Por meio de nota, a faculdade ressaltou que o próprio Templo Beth Zion afastou, por completo, o caso ter se tratado de ocorrência antissemita.
“Além disso, o professor tem afinidades, inclusive laços familiares, com a comunidade judaica. Registre-se, ainda, que o professor Carlos Portugal Gouvêa possui histórico posicionamento em defesa dos Direitos Humanos e tem atividade acadêmica pautada pela competência técnica, dedicação à docência e à pesquisa e elevado profissionalismo”, disse a Faculdade de Direito.
Ainda na nota, a universidade chamou as insinuações de distorcidas.
Disparos próximos à sinagoga
O professor visitante da Faculdade de Direito de Harvard foi detido na última quarta-feira (2/10), após disparar a arma de chumbinho em uma sinagoga vizinha à sua casa, na véspera do Yom Kippur, o dia mais sagrado do calendário judaico.
Carlos Gouvêa afirmou à polícia que estava caçando ratos. O caso mobilizou mais de uma dúzia de agentes, após dois seguranças da sinagoga tentarem contê-lo, resultando em uma “breve luta física”, segundo reportagem do New York Post.
No local, a polícia encontrou uma janela quebrada e um projétil alojado em um veículo próximo.
