Corpo de triatleta deve passar por autópsia nesta segunda nos EUA
A triatleta brasileira Mara Flávia Araújo morreu aos 38 anos, durante uma prova de natação do Ironman Texas. Investigação ocorre nos EUA
atualizado
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O corpo da triatleta brasileira Mara Flávia Araújo, morta aos 38 anos durante uma prova de natação do Ironman Texas, deve passar por uma autópsia nesta segunda-feira (20/4), nos Estados Unidos, país onde ocorreu a prova. A informação foi confirmada pela irmã de Mara, Melissa Araújo.
Mara morreu durante uma das provas de triatlo de longa distância mais desafiadoras do mundo. De acordo com a imprensa norte-americana, a brasileira desapareceu nas águas turvas do Lago Woodlands, nos arredores de Houston, enquanto completava a etapa de natação da prova de resistência.
O Corpo de Bombeiros de Woodlands informou que foi notificado pela primeira vez sobre um possível nadador perdido às 7h36. Uma equipe de mergulho e uma equipe de resgate marítimo chegaram ao local às 7h38.
Às 8h02, o Corpo de Bombeiros informou que o sonar de uma das embarcações detectou um alvo. Às 9h07, confirmaram ter encontrado uma vítima a cerca de 3 metros de profundidade. Ela foi retirada do lago às 9h39 por uma equipe de mergulhadores e declarada morta pouco depois.
O gabinete do xerife do condado de Montgomery informou que uma investigação sobre a morte está em andamento, conforme o protocolo padrão para casos de possível afogamento no condado.
Ironman Texas lamentou morte
- No perfil oficial do Ironman Texas, foi publicada uma nota lamentando a morte de Mara.
- “Estamos tristes por confirmar a morte de um participante durante a parte de natação do triatlo IRONMAN Texas de hoje”, começa o texto.
- “Enviamos as nossas mais sinceras condolências à família e aos amigos do atleta e vamos oferecer-lhes o nosso apoio à medida que passam por este momento tão difícil. Nosso agradecimento vai para os socorristas pela ajuda”, afirmou a organização da competição.
Quem era a triatleta
Além de triatleta, Mara também era jornalista, DJ e influenciadora.
Mara inicou a carreira na área da comunicação ainda na adolescência, quando apresentava um programa de esportes radicais. Aos 18 anos, passou a vender espaço de propaganda em uma rádio de São Carlos, no interior de São Paulo. “Adoro a comunicação, ser comunicativa. Por isso, fiz jornalismo”, declarou anteriormente.
Com uma década de trabalho, ela já havia acumulado experiências importantes na TV. No entanto, com a rotina desenfreada e estressante, foi diagnosticada com problemas de saúde. “O tempo nublou-se para mim, mas – graças aos valores que tive em casa – vi um horizonte para renascer: Deus e o Esporte”, afirmou.
Em 2018, Mara se tornou triatleta – esportista que compete em natação, ciclismo e corrida. “Sem dúvida alguma, um dos esportes mais difíceis do mundo: não apenas na execução harmônica entre as três modalidades, mas na organização da rotina, uma vez que dormir bem, comer bem e ter a cabeça saudável garantem os resultados”, detalhou em uma entrevista de 2022.
À época, ela afirmou que a opção pelo esporte a curou de um “trauma muito grande”, mas isso lhe trouxe um desafio ainda maior: retribuir sua saúde ao mundo, ao tentar inspirar aqueles que a cercam. Assim, Mara começou a criar conteúdo para as redes sociais focado na prática esportiva e no bem-estar. Antes de morrer, ela acumulava cerca de 60 mil seguidores no Instagram.
“Quem me conhece mesmo sabe: os meus dias são pautados por uma imensa responsabilidade e tenho uma organização de atleta mesmo: sou extremamente focada em me sentir produtiva e bem”, disse.










