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São Paulo

Três são presos por fraudar decisões judiciais em esquema milionário

Presos fraudavam decisões judiciais que obrigavam instituições financeiras a transferir valores milionários de contas de pessoas mortas

28/02/2024 13:11
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Divulgação/Deic
Bolsas, relógio e caixas sobre uma mesa dentro de delegacia - Metrópoles

São Paulo — Três homens foram presos, nessa terça-feira (27/2), por fraudar decisões judiciais que obrigavam instituições financeiras a transferir valores milionários de contas de pessoas mortas. As prisões aconteceram em Jacareí e São José dos Campos, no interior paulista, em operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Segundo a investigação, os criminosos demonstravam ter “grande conhecimento” da estrutura de tribunais de Justiça. Em um dos casos, uma instituição financeira recebeu uma ordem para transferir R$ 15 milhões de um cliente falecido para a conta de um dos envolvidos.

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Apreensões de quadrilha que fraudava decisões judiciais
Carro apreendido em operação do Deic
Operação contra quadrilha que fraudava decisões judiciais
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Operação contra quadrilha que fraudava decisões judiciais

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Apreensões de quadrilha que fraudava decisões judiciais
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Apreensões de quadrilha que fraudava decisões judiciais

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Carro apreendido em operação do Deic
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Carro apreendido em operação do Deic

Divulgação/Deic

Para “criar” as decisões judiciais, eles tinham uma senha digital que dava acesso ao sistema do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A quadrilha também utilizava documentos falsos para aplicar os golpes, informa o Deic. Um dos presos se passava por filho de juiz, enquanto outro chegou a identificar-se como juiz substituto.

O caso mais emblemático foi o do preso que teve reconhecida união estável com um falecido promotor do Distrito Federal. A condição de “viúvo” o permitiria receber a pensão por morte.

Além das prisões, foram apreendidos dois notebooks, cinco pendrives, 21 cartões bancários, dois carros de luxo, 31 perfumes importados, 9 relógios de grife, além de óculos, tênis e bolsas.

Os três detidos vão responder por associação criminosa, estelionato, uso de documento falso, invasão de dispositivo informático e lavagem de dinheiro.

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