Tradição ou gosto? Semana Santa tem corrida a mercados de peixe em SP. Veja vídeo

Consumidores se dividem entre tradição e gosto na busca pelo peixe durante a Semana Santa em São Paulo, e bacalhau ainda se destaca

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

William Cardoso/Metrópoles
Imagem mostra peixe - Metrópoles
1 de 1 Imagem mostra peixe - Metrópoles - Foto: William Cardoso/Metrópoles

Tem quem passe o ano inteiro sem chegar perto de um pescado, mas não deixa de reservar espaço à mesa para o peixe na Semana Santa. Outros comem em qualquer época, e não vivem sem — nem que seja uma sardinha. Não importa o motivo, a combinação entre tradição e gosto se mistura às vésperas da Páscoa e vai direto para o prato dos brasileiros.

Na última semana, o Mercadão, em São Paulo, já vivia um clima de corrida pelo peixe. “Em casa, a gente sempre come peixe. A gente gosta mesmo. Aproveitando, a gente veio comprar bacalhau por uma questão de tradição e religião. Comprei também o filé de pescada, filé de cação e cação em posta”, afirmou o representante comercial Luiz Fernando Magalhães, de 61 anos.

Para conseguir pagar menos pelo pescado, o interessado em manter a tradição ou satisfazer a vontade pode procurar feiras pela cidade, como mostrou o Metrópoles. Segundo a Associação Brasileira de Piscicultura, a expectativa é de um aumento de 30% no consumo do produto, em comparação com os meses anteriores.

Tradição ou gosto? Semana Santa tem corrida a mercados de peixe em SP - destaque galeria
6 imagens
Peixe no Mercado Municipal
Peixe no Mercado Municipal
Peixe no Mercado Municipal
Mercado Municipal
Salmão no Mercado Municipal
Peixe no Mercado Municipal
1 de 6

Peixe no Mercado Municipal

William Cardoso/Metrópoles
Peixe no Mercado Municipal
2 de 6

Peixe no Mercado Municipal

William Cardoso/Metrópoles
Peixe no Mercado Municipal
3 de 6

Peixe no Mercado Municipal

William Cardoso/Metrópoles
Peixe no Mercado Municipal
4 de 6

Peixe no Mercado Municipal

William Cardoso/Metrópoles
Mercado Municipal
5 de 6

Mercado Municipal

William Cardoso/Metrópoles
Salmão no Mercado Municipal
6 de 6

Salmão no Mercado Municipal

William Cardoso/Metrópoles

O comerciante José Carlos de Almeida, de 57 anos, diz que a tradição ainda é respeitada, mas cita a dificuldade das pessoas em comprar os produtos. “Há muitos anos, era fácil comprar um bacalhau. Hoje… se der uma olhada nos preços, de longe, dá uns R$ 300 o quilo. Não sei se foi o dólar ou outro problema, mas os preços deixaram inviável.”

Já a promotora Pâmela Helena, de 25 anos, diz que a tradição não é mais o principal motivo da corrida pelo peixe. “O pessoal tem deixado de comer, não está respeitando Quaresma nenhuma. Está todo mundo comendo pelo gosto mesmo”, afirma.

Bacalhau

O bacalhau é um capítulo à parte na busca pelo pescado certo. Antigamente, o peixe salgado foi sinônimo de restrição e penitência à mesa, como relata o aposentado Ivanor Cristini, de 69 anos. Mas isso mudou. “É mais pela tradição. Comer bacalhau, hoje, não é mais um sacrifício”, afirma.

O aposentado Hélio Pereira, de 59, mora em Garopaba (SC), mas faz compra de bacalhau em São Paulo. “Toda Semana Santa a gente faz o bacalhau. É um misto do gosto com a questão religiosa”, afirmou, enquanto passava pelo Mercadão para comprar complementos para a receita.

Pereira também explica qual a estratégia adotada para não pagar tão caro: é a boa e velha compra com antecedência. “Se deixar para comprar próximo à Semana Santa, sempre você terá uma majoração do preço”, diz.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?