TJSP rejeita recurso da Prefeitura e exige regularização de mototáxi

Justiça de São Paulo negou embargos da Prefeitura de SP e deu prazo de 90 dias para gestão regulamentar o serviço de mototáxi na cidade

atualizado

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stf maioria mototáxi invalidar lei
1 de 1 stf maioria mototáxi invalidar lei - Foto: Getty Images

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou um recurso da Prefeitura da capital e manteve a decisão que declara inconstitucional o decreto municipal proibindo mototáxis na capital paulista. A decisão não derruba a sentença que suspendeu o serviço, mas exige que a gestão faça a sua regulamentação em 90 dias. 

A decisão, de quarta-feira (22/10), atende a uma ação movida pela Amobitec (Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia), da qual a 99 e a Uber fazem parte, contra o decreto da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Em setembro, a Justiça paulista já havia entendido que o decreto municipal fere a Constituição, pois suspende um serviço permitido e regulamentado em âmbito federal, por lei.

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Associação aponta projeto que regula mototáxi em SP é inconstitucional e afirma que novas exigências inviabilizam a atuação dos entregadores
Reportagem do Metrópoles em garupa de mototáxi em São Paulo
Mototáxi na zona sul de São Paulo
Mototáxi na zona sul de São Paulo
Câmara Municipal discute regulamentação do mototáxi
Ponto de mototáxi em Perus, zona norte
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Ponto de mototáxi em Perus, zona norte

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Associação aponta projeto que regula mototáxi em SP é inconstitucional e afirma que novas exigências inviabilizam a atuação dos entregadores
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Associação aponta projeto que regula mototáxi em SP é inconstitucional e afirma que novas exigências inviabilizam a atuação dos entregadores

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Mototáxi na zona sul de São Paulo
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Mototáxi na zona sul de São Paulo

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Câmara Municipal discute regulamentação do mototáxi
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Câmara Municipal discute regulamentação do mototáxi

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Câmara Municipal discute regulamentação do mototáxi
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Câmara Municipal discute regulamentação do mototáxi

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JR Freitas, líder do movimento autônomo dos motoboys, durante sessão na CCJ da Câmara Municipal de São Paulo
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JR Freitas, líder do movimento autônomo dos motoboys, durante sessão na CCJ da Câmara Municipal de São Paulo

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Depois disso, a Prefeitura entrou com embargos, alegando que a regulamentação do transporte é, sim, de competência do município, e que a proibição não atingiria todos os motoristas. Mas esses argumentos foram rejeitados pelo Órgão Especial do TJSP.

Agora, a Justiça voltou a estabelecer um prazo de até três meses para o município regularizar o serviço. Nunes já havia se manifestado contra esse entendimento do TJSP, e disse que pretende recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Uma outra ação sobre o caso, movida pela Prefeitura, mantém o serviço suspenso em São Paulo sob penalidade de multa diária às empresas em caso de descumprimento. Há cerca de 10 dias, a gestão manteve multas milionárias à 99 e à Uber por oferecer o transporte remunerado de passageiros por motocicletas na capital paulista após a proibição judicial.

Ao Metrópoles, a Procuradoria Geral do Município informou que ainda não foi intimada sobre a decisão mencionada, e disse que “assim que isso ocorrer, será feita a análise para definir o recurso cabível”.


Entenda a novela entre Prefeitura e apps

  • A disputa pela liberação das corridas por mototáxi em São Paulo se tornou uma verdadeira novela entre a prefeitura da cidade e as empresas que fornecem o serviço.
  • O Decreto Municipal nº 62.144/2023 suspendeu o serviço de transporte remunerado privado individual de passageiros por motocicletas na capital paulista.
  • Apesar disso, as plataformas ofertaram corridas nessa modalidade. À Justiça, a Prefeitura de São Paulo argumentou que as plataformas iniciaram a oferta do serviço de forma clandestina, em janeiro deste ano. Desde então, uma batalha judicial se iniciou.
  • Em primeiro grau, a Justiça paulista declarou que o decreto municipal que suspendia o serviço é inconstitucional, sob a fundamentação de que a lei suspendeu uma modalidade regulamentada por legislação federal.
  • A prefeitura recorreu, com objetivo de manter a regularidade do decreto. O município alegou que a lei federal não regulamenta o serviço por motocicletas, mas apenas por automóveis.
  • O prefeito Ricardo Nunes (MDB) alega continuamente que as corridas de mototáxi apresentam um risco à população paulistana.
  • Em entrevista coletiva, em março deste ano, Nunes chegou a afirmar que o serviço é uma “carnificina”.
  • À Justiça, a 99 argumentou que não há dano na manutenção do serviço, mas na suspensão.
  • Enquanto a modalidade esteve livre para utilização, a plataforma afirmou que, em 14 dias de operação na capital paulista, a 99Moto fez mais de 500 mil viagens, sem nenhuma morte ou registro de acidente grave, e distribuiu mais de R$ 3 milhões ganhos para os mais de 13 mil motociclistas parceiros da empresa.
  • O serviço voltou a ser liberado enquanto a constitucionalidade do decreto era debatida na Justiça, mas foi suspenso mais uma vez com a decisão de 16 de maio.
  • “Diante da complexidade do caso e das possíveis consequências ao trânsito, por cautela, concedo a atribuição de efeito suspensivo ao recurso de apelação interposto”, afirmou o relator do caso.
  • As empresas 99 e Uber seguiram oferecendo o serviço de transporte de passageiro por moto por dias mesmo depois da decisão judicial mandar barrar a operação na cidade de São Paulo.
  • Em 22 de maio, o Procon-SP notificou a Uber e a 99 por continuarem oferecendo corridas de mototáxi. O órgão deu 48 horas para as empresas esclarecerem a conduta e pedia que a modalidade de transporte fosse suspensa.
  • No dia 24 de maio, a jovem Larissa Barros Maximo Torres, de 22 anos, morreu em um acidente no qual a moto de app em que ela estava foi atingida pela porta de um carro, na região central de São Paulo.
  • No dia 27 de maio, após a determinação judicial da suspensão imediata do serviço — sob pena de multa diária de R$ 30 mil em caso de desobediência —, as empresas deixaram de oferecer mototáxis em seus apps.
  • Em junho, a Justiça negou um novo pedido da 99 Táxi para regularizar o serviço e manteve a proibição do serviço na capital paulista.

 

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